- Zelenski batizou uma unidade militar ucraniana com o nome do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), ligado a massacres de poloneses com apoio nazista na Segunda Guerra.
- Em resposta, o presidente polonês Karol Nawrocki retirou a mais alta condecoração do país de Zelenski.
- O episódio reacende a crise entre Ucrânia e Polônia, aliada da Otan.
- Kiev afirma que houve uma “tragédia de Volínia e Galícia” e reconhece mortes, mas discorda da leitura de genocídio feita pela Polônia.
- O debate ocorre em meio a tensões sobre o passado da região durante a Segunda Guerra Mundial e o papel das memórias históricas na relação entre os dois países.
Volódimir Zelenski batizou uma unidade ucraniana com o nome Exército Insurgente Ucraniano (UPA), gesto que reacendeu a tensão com a Polônia. A decisão ocorreu em meio à invasão russa e gerou atrito diplomático entre Kiev e Varsóvia.
Na sexta-feira (19), o presidente polonês, Karol Nawrocki, retirou a mais alta condecoração do país de Zelenski após o anúncio do batismo da unidade. A Polônia considera o UPA parte de um passado ligado a massacres contra poloneses com apoio de forças nazistas.
Entre 1943 e 1944, a UPA foi associada a operações que a Polônia classifica como limpeza étnica em regiões da oeste da Ucrânia. O governo de Kiev reconhece vítimas, mas não admite a qualificação de genocídio do lado polonês.
O governo ucraniano descreve a violência como tragédias de Volínia e Galícia, enfatizando que milhares de cidadãos morreram em represálias durante o período. Kiev afirma que o termo brutaliza a memória histórica para uso político.
Donald Tusk, premiê polonês e figura de oposição pró-europeia, pediu que ambos os lados deixassem o debate e classifique o episódio como erro estratégico. Zelenski sustenta que o decreto visa homenagear a bravura dos soldados, sem pretender ofender vizinhos.
O episódio ocorre em contexto de tensões históricas entre Ucrânia e Polônia, agravadas por debates sobre memória e simbologia ligadas à Segunda Guerra Mundial. Kiev também destaca que alguns voluntários ucranianos prestam homenagens a forças que combateram Nazis, o que é motivo de controvérsia.
A polêmica envolve ainda a relação de Kiev com aliados europeus e a percepção pública na Polônia, país da OTAN com forte gasto em defesa. Críticas ao tom do debate destacam a necessidade de evitar interpretações que compliquem a cooperação regional.
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