- A Polícia Federal prendeu neste domingo (21) Arnaldo Ribeiro, suspeito de fornecer fuzis AK-47 ao Comando Vermelho, com movimentação de cerca de R$ 150 milhões ligada à facção.
- Ribeiro estava no Suriname, onde ele e a esposa foram encontrados em uma mansão em Paramaribo; foram extraditados para Belém, no Pará.
- A Operação Red Fox cumpriu 4 mandados de prisão; outras 9 pessoas são foragidas; bloqueio de R$ 500 milhões em bens e suspensão de atividades de empresas de fachada.
- A investigação aponta que Ribeiro negociou a compra de dez fuzis AK-47 diretamente com a liderança do Comando Vermelho; Edgard Alves Andrade, o Doca, era alvo, não localizado.
- Além dele, dois investigados foram presos no Brasil: um no Rio de Janeiro por uso de contas para dispersar recursos; outro em Tabatinga (AM) por empresa ligada à movimentação de recursos da facção. Foragidos: responsável pela gestão financeira e operador do esquema.
A Polícia Federal prendeu neste domingo um suspeito de fornecer armas ao Comando Vermelho. Identificado como Arnaldo Ribeiro, ele estava no Suriname e teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em ações ligadas à facção. A prisão ocorreu durante a Operação Red Fox.
Segundo as investigações, Ribeiro negociou a compra de dez fuzis AK-47 para o Comando Vermelho. Ele e a esposa foram localizados em uma mansão em Paramaribo, capital do Suriname, e extraditados para Belém (PA).
A ação envolveu o bloqueio de R$ 500 milhões em bens e a suspensão de atividades de empresas apontadas como de fachada, conforme decisão da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Outros dois investigados foram presos no Brasil.
Desdobramentos da operação
No Brasil, um homem foi detido no Rio de Janeiro suspeito de dispersar recursos da facção por meio de contas pessoais e empresariais, para pagamento a fornecedores. Em Tabatinga (AM), outro suspeito foi preso por manter empresa usada no escoamento de recursos.
Inteira a apuração aponta ainda que Ribeiro mantinha ligação com Edgard Alves Andrade, conhecido como Doca, apontado como líder do Comando Vermelho nas ruas. Doca era alvo da operação, mas não foi localizado pelos agentes.
Foragidos
A investigação indica que o responsável pela gestão financeira do grupo e o operador do esquema permanecem foragidos. As apurações indicam que parte das transações ocorreu de forma parcelada para dificultar o rastreamento.
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