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Propostas ultraliberais do presidente eleito da Colômbia, Milei e Bukele

Vitória de Abelardo de la Espriella sinaliza virada ultraliberal inspirada em Milei e Bukele, com enxugamento da máquina pública e medidas duras contra o crime

Abelardo de la Espriella (RODRIGO BUENDIA/AFP)
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  • Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia e assumirá o cargo em 7 de agosto, substituindo Gustavo Petro.
  • Com 99,8% das urnas apuradas, ele teve uma diferença inferior a 250 mil votos em relação a Iván Cepeda, candidato apoiado por Petro.
  • O atual presidente anunciou que vai contestar o resultado, alegando irregularidades em algumas mesas eleitorais.
  • O programa de Espriella mistura propostas ultraliberais inspiradas em Milei com medidas de segurança duras inspiradas em Bukele, incluindo enxugamento da máquina pública e combate ao crime.
  • O candidato recebe apoio de setores pró-EUA, incluindo o posicionamento próximo aos Estados Unidos e ao ex-presidente Donald Trump.

Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia, ocorrido no domingo, 21 de junho. Ele sucede Gustavo Petro e assume o cargo em 7 de agosto, marcando a passagem de um governo de esquerda para uma administração ultraliberal. A disputa foi marcada por polarização, questões de segurança pública e economia.

Com 99,8% das urnas apuradas, o placar aponta vantagem de menos de 250 mil votos a favor de De la Espriella, que derrotou o senador Iván Cepeda, apoiado por Petro. O presidente em exercício informou que vai contestar o resultado, alegando irregularidades em algumas mesas de votação.

Perfil do vencedor

Advogado criminalista de 47 anos, De la Espriella ficou conhecido como “El Tigre” e não possuía carreira política tradicional. O candidato apresenta-se como outsider e ganhou força ao explorar insatisfações com a gestão de Petro e a criminalidade.

O programa do vencedor mistura medidas de liberalização econômica e combate ao crime. Entre as propostas, destacam-se cortes de gastos públicos e flexibilização de regras econômicas, em tom semelhante ao defendido por Milei na Argentina.

Segurança e linhas de ação

Inspirado em Nayib Bukele, De la Espriella promete endurecer o combate a grupos armados e crimes organizados. Em comícios, defende ações firmes contra narcotráfico, com foco na redução da violência.

O plano também inclui mudanças conservadoras, com defesa de restrições ao aborto e maior presença estatal em áreas estratégicas, segundo a leitura de seus apoiadores. A agenda tem gerado debates sobre direitos humanos e liberdades civis.

Relações internacionais

O candidato tem abertura para alinhamento próximo com os Estados Unidos, incluindo apoio público de figuras conservadoras americanas. A meta é restaurar relações diplomáticas com Washington e aprofundar cooperação em segurança e economia.

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