- No domingo, a Receita Federal identificou um esquema internacional que usa cocaína líquida injetada em madeira para transporte de droga.
- A carga estimada é de cerca de 50 toneladas de cocaína escondidas em aproximadamente 260 toneladas de madeira, podendo ser a maior apreensão do Brasil.
- A operação Timber Shield ocorreu em cooperação com os Estados Unidos e a Bolívia, com participação da Receita Federal, Exército, GEFRON, polícia técnico‑científica de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e Polícia Federal.
- Em Corumbá (Mato Grosso do Sul) foram encontrados quatro caminhões com 130 toneladas de madeira; em Cáceres (Mato Grosso) houve outros quatro caminhões com a mesma carga, totalizando 260 toneladas sob fiscalização.
- A Polícia Federal conduz a investigação; perícias preliminares apontaram resultado positivo para cocaína, estimando de 20 a 50 toneladas caso confirmada a hipótese. Não há possibilidade de retorno das cargas ao território boliviano; Chile já havia apreendido 100 toneladas vindas da Bolívia.
A Receita Federal identificou um esquema internacional que coloca cocaína dentro de madeira para transporte de droga. A operação, realizada neste domingo, envolveu parceria com autoridades de outros países e pode representar a maior apreensão já registrada no Brasil, dependendo da perícia final.
A ação, batizada de Timber Shield, ocorreu em cooperação com os Estados Unidos e a Bolívia. No Brasil, participam a Receita Federal, o Exército, GEFRON-MT, as Polícias Técnico-Científicas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e a Polícia Federal.
A carga estimada é de cerca de 50 toneladas de cocaína escondidas em aproximadamente 260 toneladas de madeira, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A técnica envolve cocaína líquida injetada na madeira para disfarçar a droga.
Em Corumbá (MS) foram encontrados quatro caminhões com 130 toneladas de madeira. Em Cáceres (MT), outros quatro caminhões com a mesma carga totalizam 260 toneladas sob fiscalização. A PF foi acionada para conduzir a perícia criminal.
Estimativas apontam que entre 10% e 20% do peso da carga pode ser substância ilícita. A perícia pode confirmar cocaína, com volume potencial entre 20 e 50 toneladas, dependendo dos resultados técnicos.
Caso a confirmação se confirme, a apreensão se tornará a maior da história do Brasil e uma das maiores do mundo, segundo o ministro Durigan. A PF ficará responsável pela investigação criminal da carga apreendida.
Contexto internacional
Ainda conforme o esquema, a Aduana do Chile já havia apreendido 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia no início de junho. Informações dos EUA indicam que as apreensões no Chile e no Brasil têm origem na mesma região produtora na Bolívia.
As cargas permanecem em território brasileiro, sob controle das autoridades nacionais, em área com regime de Área de Controle Integrado. A Aduana da Bolívia participou do acompanhamento das verificações, sem retorno das cargas ao território boliviano.
A Receita Federal informou que não há possibilidade de retorno das cargas ao território boliviano. As cargas seguem sob fiscalização com procedimentos técnicos e periciais em andamento.
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