- Reuniões em Paris entre o IBGE e a OCDE consolidaram um novo patamar de cooperação para modernizar estatísticas oficiais e a governança de dados.
- Participaram da troca Mônica Brezzi, Julien Dupont e Jorrit Zeijenburg, com foco em ampliar a cooperação técnica, o intercâmbio de experiências e iniciativas conjuntas.
- Discutiram a transformação dos sistemas estatísticos diante da revolução digital, como novas fontes de dados, uso de inteligência artificial, estatísticas em tempo real e fortalecimento das contas nacionais.
- O IBGE apresentou iniciativas para harmonização de dados entre Mercosul e União Europeia, além de diretrizes do Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas 2026-2032.
- A OCDE destacou o caráter inovador do PGIEG e sinalizou oportunidades de intercâmbio técnico, com convite para a Conferência Nacional de Agentes Produtores e Usuários de Dados no Brasil em dezembro de 2026.
Os dirigentes da OCDE e o IBGE fecharam acordos em Paris que elevam o patamar da cooperação entre o Brasil e os países membros da OCDE. As reuniões, realizadas no contexto da participação brasileira na 23ª reunião da Comissão de Estatística, trataram da modernização das estatísticas oficiais e da governança de dados na era digital.
Marcio Pochmann, presidente do IBGE, reuniu-se com Mônica Brezzi, diretora de Estatística e Dados da OCDE; Julien Dupont, chefe de Relações Globais da OCDE; e Jorrit Zeijenburg, chefe de Contas Nacionais da OCDE. O objetivo foi ampliar a cooperação técnica e o intercâmbio de experiências entre as partes.
Os encontros abordaram as transformações nos sistemas estatísticos nacionais diante da revolução digital, com ênfase em novas fontes de dados, uso de inteligência artificial e produção de estatísticas em tempo real. Também foi discutido o fortalecimento das contas nacionais e a construção de sistemas de informações para políticas públicas mais eficazes.
O Brasil destacou a oportunidade de aprendizado mútuo, ressaltando que a OCDE pode ampliar o conhecimento adquirido pelos países membros, enquanto o Brasil oferece contribuições pela dimensão do seu sistema estatístico, pela integração de registros administrativos e por inovações para enfrentar desafios sociais, territoriais e ambientais.
Entre os temas discutidos, ganhou destaque a cooperação entre Mercosul e União Europeia, diante de um acordo recente entre os blocos econômicos. Os participantes concordaram que convergência metodológica e compatibilização de indicadores são cruciais para ampliar a integração econômica e facilitar investimentos.
Plano Geral de Informações Estatísticas e Geográficas 2026-2032
O IBGE apresentou diretrizes do PGIEG, documento estratégico para orientar a produção estatística e geográfica brasileira nos próximos anos. O plano propõe integração de registros administrativos, uso de novas fontes de dados e maior interoperabilidade entre instituições públicas.
O PGIEG também foca soberania e governança de dados, incorporação de tecnologia digital e IA, produção de estatísticas mais tempestivas e preditivas, além de indicadores voltados à transição ecológica e digital. A comunicação pública e a transparência também são prioridades.
Os representantes da OCDE destacaram a natureza inovadora do PGIEG, que une transformação digital à manutenção do papel do Estado na coordenação de informações públicas. As reuniões em Paris consolidaram a cooperação e abriram espaço para novas ações.
As duas organizações sinalizam possibilidade de intercâmbio técnico, capacitação e desenvolvimento conjunto de metodologias. A aproximação reforça a importância de sistemas estatísticos modernos, integrados e capazes de responder a um mundo em rápida transformação.
A perspectiva é que o Brasil strengthening a cooperação com a OCDE contribua para políticas públicas mais eficientes e para o aperfeiçoamento da produção de informações oficiais. A próxima Conferência Nacional de Agentes Produtores e Usuários de Dados no Brasil ocorre em dezembro de 2026.
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