- Abelardo de la Espriella, candidato da extrema direita, venceu o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia com 49,6% dos votos, ante 48,7% de Iván Cepeda, diferença de 250.830 votos.
- Votação registrou 63,6% dos aptos, um comparecimento recorde, em contexto de alta polarização política.
- Cepeda pediu impugnação de 33 mil mesas de votação, apesar de reconhecer preliminarmente o resultado; a contagem definitiva ainda pode alterar o resultado.
- Espriella afirmou que defenderá a Constituição de 1991, prometeu governar para todos e não promoverá retaliações contra quem pensou diferente, buscando união nacional.
- O pleito sinaliza recorte regional, com avanço de posições de direita/extrema direita na América do Sul; no Brasil, observa-se expectativa de influência externa, ainda que limitada.
Abelardo de la Espriella, advogado penalista de 47 anos, foi eleito presidente da Colômbia para o mandato de quatro anos. O ultraliberal venceu com 49,6% dos votos, contra 48,7% de Iván Cepeda. A diferença foi de 250.830 votos, em pleito de 0,96%. O resultado é preliminar, com contagem definitiva ainda pendente.
A votação ocorreu em um ambiente de alta polarização. O índice de participação foi de 63,6%, registrando recorde. Cepeda reconheceu o resultado preliminar, mas afirmou que pedirá impugnação de cerca de 33 mil mesas de voto. O presidente Gustavo Petro contestou o processo, citando irregularidades.
Cepeda afirmou que continuará na oposição, buscando diálogo dentro de parâmetros democráticos. Espriella ressaltou compromisso com a Constituição de 1991 e prometeu governar para todos, sem retaliações a opositores nem imposições autoritárias.
Resultados e desdobramentos
Espriella, que fundou o partido Defensores da Pátria em 2025, prometeu respeitar a legislação vigente e afastar a ideia de uma nova Assembleia Constituinte. O foco inicial envolve governabilidade frente a uma maioria oposicionista no Congresso.
Especialistas ouvidos veem risco de tensão social caso haja ajustes fiscais ou cortes de direitos. O déficit público colombiano é apontado em cerca de 6,5%, com proposta de reduzir o tamanho do Estado em 25% ao longo do mandato.
Panorama regional
A eleição colombiana redefine o mapa político da região, com blocos próximos ao espectro de direita/extrema direita ao lado de setores de esquerda. Analistas destacam que movimentos externos tendem a ter impacto limitado frente a processos eleitorais nacionais.
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