- O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que o Irã concordou em permitir que inspetores nucleares voltem ao país, com conversas com a Agência Internacional de Energia Atômica começando “já hoje”.
- Foram discutidos a reabertura do Estreito de Hormuz e a desconflagração para o cessar-fogo regional; o memorando assinado prevê reabrir o estreito e encerrar conflitos em todas as frentes.
- Mediadores do Catar e do Paquistão disseram que houve acordo entre EUA e Irã sobre um caminho para um acordo final em até sessenta dias; Vance chamou isso de base sólida para as negociações.
- O tema nuclear é visto como prioridade pelos americanos; o Irã defende que o programa é para fins civis, enquanto a comunidade internacional permanece cética.
- O encontro segue com discussões técnicas ainda em curso; o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o verdadeiro teste será a criação de uma célula de deconflição no Líbano.
Vance afirma que Irã permitirá novamente inspeções nucleares, atendendo a uma demanda da comunidade internacional. O anúncio foi feito durante visita em Davos, na Suíça, com o diplomata destacando que as conversas com a IAEA devem começar ainda hoje.
Segundo o vice-presidente dos EUA, houve avanços significativos na primeira rodada de negociações entre EUA e Irã, visando um acordo final que encerre o conflito. As partes discutiram abertura do estreito de Hormuz e medidas de desinformação para um cessar-fogo regional.
Acordo e próximos passos
Um memorando de entendimento assinado na semana passada prevê a reabertura do Estreito de Hormuz e o fim dos combates em todas as frentes, incluindo o Líbano, segundo mediadores.
Mediadores do Qatar e do Paquistão anunciaram, em comunicado conjunto, que as negociações inicializaram um roteiro para um acordo final em até 60 dias. Vance avaliou que a base para as tratativas é sólida.
Condições e contexto internacional
Teerã mantém a defesa de uso civil de seu programa nuclear. A IAEA e outros membros da comunidade internacional permanecem céticos quanto à transparência de Teerã.
O acordo de 2015, conhecido JCPOA, envolveu limitações ao programa nuclear iraniano e permitiu visitas amplas da IAEA. Em 2018, os EUA se retiraram do pacto sob justificativas diversas.
Desdobramentos regionais
As negociações também envolvem um canal de comunicação para evitar incidentes no Estreito de Hormuz e uma célula de de-conflição entre EUA, Irã e Líbano, facilitada pelos países mediadores.
Fontes próximas ao processo indicaram que o primeiro teste real será a efetiva criação da célula de de-conflição no Líbano, tema considerado central para a estabilidade regional.
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