- Ativista polonesa Monika Silva Koniuszek, 41 anos, investigava denúncias contra negócios da Noboa Trading, ligada à família do presidente do Equador, Daniel Noboa.
- Ela foi encontrada morta em 8 de junho, no chão de sua casa em Montañita, com uma corda no pescoço.
- A autópsia, realizada em Guayaquil, indicou morte por golpe na cabeça e estrangulamento; o ministro do Interior havia falado em possível suicídio um dia antes.
- O Ministério Público convidou especialistas estrangeiros para ajudar na investigação e esclarecer os fatos.
- Amigas e aliados relatam que ela recebia ameaças; segundo pessoas próximas, entregou um dossiê à embaixada dos Estados Unidos em Quito.
Monika Silva Koniuszek, ativista polonesa de 41 anos, foi encontrada morta em 8 de junho no piso de sua casa, em Montañita, Santa Elena, Equador. A causa apontada inicialmente por autoridades locais foi suicídio.
Entretanto, a autópsia realizada em Guayaquil concluiu que a morte ocorreu após golpe na cabeça seguido de estrangulamento. A equipe jurídica da família da vítima divulgou o resultado na última sexta-feira.
Contexto da investigação
Koniuszek investigava denúncias contra negócios da Noboa Trading, conglomerado ligado à família do presidente Daniel Noboa. Amigas relataram ameaças de morte e o dossiê teria sido entregue à embaixada dos EUA, segundo apuração inicial.
Esclarecimento institucional
Na semana passada, o Ministério Público equatoriano convidou especialistas estrangeiros para contribuir com a investigação e esclarecer os fatos em andamento. Não houve informações sobre prazos para o desfecho.
Sobre a vítima
Monika Silva era conhecida por denunciar crimes ambientais e casos de corrupção por meio das redes sociais. Ela era mãe solo de duas filhas pequenas e descrevia-se como defensora de comunidades vulneráveis e da Mãe Terra.
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