- Região europeia busca ampliar gastos militares e reduzir dependência dos Estados Unidos, em resposta à guerra na Ucrânia e a incertezas sobre compromissos de segurança de Washington.
- Em dois mil e vinte e cinco, os 29 membros da Otan gastaram sessenta e nove bilhões de dólares em defesa? [Oops]. Wait: Correct data: 559 bilhões de dólares no ano anterior, contra 342 bilhões em 2021, segundo o Sipri.
- Alemanha desembolsou 114 bilhões de dólares com as Forças Armadas no ano passado, alta de 24% em relação ao ano anterior; país alterou freio da dívida para defesa.
- Europa busca fortalecer a indústria de defesa para autossuficiência, com iniciativas como GCAP e ecossistema do caça Gripen e drones; fabricantes nacionais ganham porém enfrentam atrasos de produção.
- Desafios incluem fragmentação e divergências nacionais que retardam projetos conjuntos, como FCAS, sugerindo coalizões minilaterais e maior coordenação para acelerar compras e padronização.
A região europeia intensifica investimentos e busca reduzir a dependência dos Estados Unidos em defesa. A guerra na Ucrânia, iniciada em 2022, acelerou esse movimento, com governos europeus ampliando orçamentos e estratégias de autossuficiência.
Segundo o Sipri, os 29 membros da Otan gastaram 559 bilhões de dólares em defesa no último ano, ante 342 bilhões em 2021. A Alemanha liderou os aportes entre os países europeus, desembolsando 114 bilhões de dólares, alta de 24% em relação ao ano anterior.
A mudança constitucional alemã de 2025 retirou limites de endividamento na área de defesa, abrindo espaço para investimentos maiores. O objetivo é sustentar capacidades avançadas e a independência na cadeia de suprimentos.
Fortalecimento da indústria de defesa
A Europa investe para reduzir vulnerabilidades e manter tecnologia de ponta, com projetos de caças de nova geração e colaboração entre países. Iniciativas como GCAP envolvem Reino Unido, Itália e Japão, enquanto Suecia fortalece seu ecossistema ao redor do Gripen e de drones.
Fabricantes europeus, como Rheinmetall, Thales e Leonardo, ganham com o aumento de gastos. No entanto, produtores enfrentam entraves para acelerar a produção e atender à demanda, gerando dúvidas entre investidores após resultados fracos no primeiro trimestre de 2026.
Fragmentação e interesses divergentes
O setor enfrenta estruturas fragmentadas e desvantagens de escala frente a concorrentes norte-americanos. Projetos conjuntos, como o FCAS Franco-Alemão, foram interrompidos por divergências entre Dassault e Airbus Defence and Space, impactando a cooperação continental.
Ainda sem definição, o futuro de outros grandes programas europeus permanece incerto, incluindo o desenvolvimento de novos tanques. Em contrapartida, o Airbus A400M Atlas é citado como exemplo de sucesso em cooperação entre estados.
Em termos de aquisição, autoridades destacam que coordenação entre governos é crucial. Alemanha, França e Polônia seguem caminhos distintos para sistemas de artilharia de foguetes, o que ilustra o desafio de alinhar prioridades nacionais.
Aquisições são gargalo
Especialistas apontam que o processo de compras continua lento, dificultando inovação e cooperação. O relatório do Nupi descreve o ponto fraco como institucional, com protecionismo e decisões baseadas em consenso.
Sugestões para reduzir entraves incluem formar coalizões entre países com interesses alinhados e criar sistemas minilaterais para ganhar escala e padronização, abrindo caminho para expansão futura.
Economia e defesa
Observa-se preocupação com a sustentabilidade dos gastos militares diante de contas públicas pressionadas. Dados de mercado indicam queda de confiança em empresas do setor, com quedas expressivas em índices setoriais desde o início de 2026.
Governos veem defesa não apenas como segurança, mas como motor econômico, com expectativa de geração de empregos e estímulo à indústria pesada. O desafio é manter equilíbrio entre segurança e bem-estar social.
Entre na conversa da comunidade