- O Senado dos Estados Unidos aprovou, em 23 de junho, uma resolução de poderes de guerra para encerrar as hostilidades militares dos EUA no Irã, por 50 votos a 48.
- A medida é simbólica e não tem força legal nem será enviada ao presidente.
- A resolução concorrente já tinha sido aprovada pela Câmara dos Representantes semanas antes.
- Alguns republicanos votaram com os democratas a favor: Bill Cassidy, Susan Collins, Lisa Murkowski e Rand Paul; Mitch McConnell e David McCormick não votaram (McConnell estava hospitalizado).
- O apoio de ambas as casas reflete o desconforto com a condução da guerra no Irã durante a administração de Donald Trump.
Em Washington, o Senado aprovou, em 23 de junho, uma resolução de poderes de guerra para encerrar hostilidades norte-americanas no conflito com o Irã. A medida, de caráter simbólico, não tem força legal nem será encaminhada ao presidente. Ela já havia passado pela Câmara dos Representantes semanas antes.
A resolução recebeu apoio de alguns republicanos, entre eles os senadores Bill Cassidy (Louisiana), Susan Collins (Maine), Lisa Murkowski (Alasca) e Rand Paul (Kentucky). Não houve voto de alguns líderes, incluindo Mitch McConnell (Kentucky), que se ausentou por questões de saúde, e David McCormick (Pennsylvania).
Desdobramentos
A mudança de tom no Congresso reflete a apreensão entre legisladores sobre a escalada do conflito com o Irã e o desejo de encerrar a participação militar dos EUA, mesmo sem imposição legal. O texto foi visto como um respaldo político aos esforços de oposição ao prolongamento da atuação militar.
O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, o que torna o gesto unificado entre as duas casas, importante do ponto de vista político, mas sem efeito prático imediato. A atuação de Trump permanece sob escrutínio quanto à sua estratégia de encerramento das hostilidades.
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