- EUA, junto com quinze países americanos, classificam protestos contra o governo da Bolívia como grave ameaça à ordem constitucional e à democracia.
- Canadá não assinou o texto; Brasil também não integrou a lista de signatários.
- Grupos de trabalhadores, camponeses, mineiros e professores ocupam as ruas, com barricadas próximas ao palácio e prisões relatadas pela imprensa local.
- O governo do presidente Rodrigo Paz assinou, na sexta-feira anterior, acordo com a Confederação dos Trabalhadores da Bolívia para encerrar as manifestações.
- O comunicado pede diálogo e negociação e afirma apoio ao governo boliviano eleito.
O Departamento de Estado dos EUA, acompanhado por 15 países americanos, divulgou nesta terça-feira um comunicado classificando os esforços para derrubar o governo da Bolívia como uma grave ameaça à ordem constitucional e à democracia. O texto afirma que uma minoria violenta busca desrespeitar a vontade expressa pela maioria boliviana nas eleições recentes.
Além dos EUA, assinam o comunicado Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e Peru. O Brasil não assinou o documento e o Canadá também ficou fora da lista.
Segundo o texto, as ações descritas afetaram o cotidiano de milhões de bolivianos e colocaram em risco direitos fundamentais. O comunicado afirma ainda que o governo boliviano constitui-se de modo constitucional e que as partes mobilizadas devem priorizar diálogo e negociação.
Grupos de manifestantes na Bolívia, formados majoritariamente por trabalhadores, camponeses, mineiros e professores, realizaram protestos nas últimas semanas. No início do mês, barricadas com contêineres de lixo foram montadas perto do palácio de governo, e a polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo; ao menos cinco pessoas foram detidas, segundo a imprensa local.
O governo do presidente Rodrigo Paz assinou, na última sexta-feira (19), um acordo com a Confederação dos Trabalhadores da Bolívia (COB) para encerrar as manifestações que paralisaram o país. O presidente afirmou que o pacto representa “um raio de esperança” e destacou a necessidade de trabalho conjunto entre todos.
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