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França registra 40 mortes por afogamento em cinco dias durante onda de calor

França registra quarenta mortes por afogamento em cinco dias, em meio a calor extremo que atinge grande parte da Europa

Pessoas brincam em uma fonte no Parque André Citroën enquanto as temperaturas sobem em Paris, durante a segunda onda de calor que atinge grande parte da França em 21 de junho de 2026
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  • Ao menos quarenta pessoas morreram afogadas na França nos últimos dias ao tentar se refrescar durante a onda de calor, segundo o primeiro-ministro Sébastien Lecornu.
  • Grande parte da França registra temperaturas em torno de 40°C, com previsão de até 43°C em áreas do oeste.
  • Sessenta e quatro departamentos franceses estavam sob alerta vermelho, em uma situação descrita como sem precedentes pela meteorologia.
  • A Europa enfrenta calor extremo ligado ao padrão climático conhecido como bloqueio Ômega, que também afeta Reino Unido, Itália, Suíça e Espanha.
  • A onda de calor impacta transportes, escolas e atividades econômicas, com autoridades recomendando cuidados e autoridades reforçando medidas de segurança.

Na França, a primeira-ministra Sébastien Lecornu confirmou na terça-feira (23) que pelo menos 40 pessoas morreram afogadas nos últimos dias ao buscar refúgio no calor extremo. A maioria das vítimas é jovem, segundo balanço divulgado pelo governo.

A onda de calor atinge grande parte da Europa, com temperaturas previstas acima de 40°C em diversas regiões da França. Países vizinhos, como Reino Unido, Itália, Suíça e Espanha, também registram episódios de calor intenso que afetam serviços públicos e mobilidade.

Em Paris, a população recorre a fontes, canais e rios para se refrescar, enquanto a Météo-France alerta para dias de calor extremo com previsão de picos de até 43°C no oeste do país. Contingência envolve alerta vermelho em 54 departamentos.

A ministra do Esporte, Marina Ferrari, pediu cautela ao nadar em locais não autorizados ou perigosos, mesmo diante do desejo de se refrescar. No setor público, governos locais destacam a necessidade de adaptar atividades à temperatura elevada.

A situação econômica também é impactada. Em Paris, horários de deslocamento e serviços notarizam interrupções, com alguns trens entre Paris e Bruxelas cancelados. Líderes empresariais indicam desaceleração da atividade econômica devido ao calor.

Especialistas associam o fenômeno ao padrão meteorológico conhecido como bloqueio Ômega, que sustenta ar quente sobre a região. A Organização Meteorológica Mundial aponta que a Europa tem aquecimento acima da média global, aumentando a probabilidade de ondas de calor prolongadas.

Na Europa, autoridades de saúde intensificam ações para reduzir riscos, com medidas que incluem a abertura de abrigos climatizados e restrições em atividades laborais em áreas afetadas. Em Madri, abrigos foram criados para vulneráveis, com serviços básicos e alimentação.

Temperaturas altas também afetam o cotidiano de outras nações. O Reino Unido registra previsões de até 37°C no sul da Inglaterra, com possibilidade de novos recordes. Observatórios recomendam planejamento de viagens com base no clima extremo.

Em geral, o norte europeu registra condições mais amenas, atraindo visitantes a destinos como Estocolmo, com temperaturas na casa dos 22°C, contrastando com o calor intenso observado no sul europeu.

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