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Gilmar envia garantias ao governo italiano para extradição de Zambelli

Gilmar Mendes envia garantias à AGU para extradição de Carla Zambelli à Itália; segunda tentativa do STF, com nova avaliação italiana prevista para julho

Ex-deputada Carla Zambelli
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  • O ministro Gilmar Mendes encaminhou à Advocacia-Geral da União as garantias exigidas pela Itália para a possível extradição da ex-deputada Carla Zambelli, em 23 de junho de 2026.
  • A medida sustenta a legitimidade da condenação de Zambelli pelo STF no caso da perseguição armada em São Paulo.
  • A Justiça italiana avaliará, no dia 1º de julho, o segundo pedido de extradição da ex-parlamentar, após a rejeição anterior.
  • Zambelli foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma, em episódio no bairro dos Jardins, em São Paulo.
  • Em maio, a Suprema Corte de Cassação da Itália negou extraditar Zambelli por outra condenação ligada a invasão de sistemas do CNJ; Mendes argumenta que o caso da arma foi julgado de forma regular e sem vícios.
  • Caso extraditada, Zambelli cumpriria pena na Penitenciária Feminina de Brasília, com direitos a defesa, presença de representantes e envio de relatórios à embaixada italiana, mediante solicitação oficial.

Gilmar Mendes encaminhou nesta terça-feira à AGU as garantias exigidas pelo governo italiano para a possível extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A defesa cita a condenação do STF no caso da perseguição armada em São Paulo como base para a cooperação internacional. A decisão envolve a segunda tentativa italiana de levar a ex-parlamentar ao exterior.

O pedido italiano será avaliado no próximo 1º de julho. Zambelli foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma, relacionado a uma perseguição armada no bairro dos Jardins, em São Paulo, na véspera do segundo turno eleitoral de 2022.

Em maio, a Suprema Corte de Cassação da Itália recusou extraditar Zambelli em relação a outra condenação de 10 anos, ligada a invasões de sistemas do CNJ com auxílio de hacker. Os magistrados italianos questionaram a imparcialidade do caso, apontando que Moraes atuou como juiz e como vítima. Mendes destacou que a condenação brasileira foi proferida pela instância máxima e em processo regular, sem vícios.

Caso seja extraditada, a brasileira poderá cumprir pena na Penitenciária Feminina de Brasília. A decisão brasileira prevê acesso a defensores, à família e à representação diplomática italiana, além de envio de relatórios sobre a detenta à embaixada, mediante solicitação oficial. A nota afirma que a imprensa deve acompanhar o andamento pelos canais oficiais.

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