- Irã concluiu a primeira rodada de discussões técnicas na Suíça e reiterou que manterá o controle do Estreito de Ormuz.
- Foram formados quatro grupos de trabalho: suspensão de sanções, programa nuclear, reconstrução e desenvolvimento econômico, e acompanhamento sobre o Líbano.
- Os Estados Unidos anunciaram a suspensão, por dois meses, das sanções sobre o petróleo iraniano, e houve o desbloqueio de US$ 12 bilhões em ativos iranianos em duas parcelas de US$ 6 bilhões.
- As negociações visam um documento final em até sessenta dias, com mediação do Paquistão e do Catar; o negociador iraniano seguiu para Omã, enquanto o vice‑presidente americano encerrou a etapa de discussões na Suíça.
- Sobre a Agência Internacional de Energia Atômica, houve versões distintas: EUA disseram ter obtido acordo para o retorno de inspetores; o Irã negou e afirmou que não planeja autorizar inspeções nos locais atingidos.
O Irã concluiu na segunda-feira (22) a primeira rodada de discussões técnicas em Suíça sobre um acordo para encerrar a guerra com os EUA. Grupos de trabalho foram formados para tratar do programa nuclear, sanções e áreas de reconstrução e economia.
Teerã reiterou na terça-feira (23) que manterá o controle do Estreito de Ormuz. A organização do debate inclui temas como suspensão de sanções, comércio de petróleo e gestão da passagem pelo estreito estratégico.
Quatro grupos de trabalho foram criados para abordar: suspensão de sanções, programa nuclear, reconstrução e desenvolvimento econômico, além de um grupo de acompanhamento sobre o Líbano. JD Vance e Mohammad Bagher Ghalibaf lideraram as negociações.
A delegação americana anunciou a suspensão, por dois meses, de sanções sobre o petróleo iraniano. As negociações, que duraram 18 horas no complexo hoteleiro de Bürgenstock, devem seguir com etapas técnicas nos próximos dias.
Ghalibaf afirmou que o Estreito de Ormuz não voltará ao estado anterior à guerra e que a passagem continuará sob controle iraniano. O estreito movimenta cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.
No âmbito marítimo, houve sinal de recuperação: 36 navios transitaram pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, recorde desde o início do conflito, segundo a Kpler. Ao mesmo tempo, Teerã anunciou acordo para desbloquear US$ 12 bilhões em ativos congelados, em duas parcelas de US$ 6 bilhões.
O Departamento do Tesouro dos EUA informou que as transações com petróleo iraniano estão autorizadas até 21 de agosto. O governo americano afirmou que o desbloqueio não deve financiar terrorismo, segundo a autoridade.
Em Omã, a equipe de negociadores iranianos, liderada por Ghalibaf, seguiu para discutir a gestão do Estreito de Ormuz. Paquistão e Catar atuam como mediadores no ciclo de negociações, com prazo de 60 dias para um documento final.
Versões divergentes sobre a AIEA geraram controvérsia: o vice-presidente dos EUA disse que o Irã aceitou o retorno de inspetores, o que Teerã negou. Diplomatas iranianos afirmaram não haver reunião com o diretor-geral da AIEA nem plano de inspeções nos alvos atingidos.
No Líbano, um mecanismo de gestão de conflitos será criado para reduzir a escalada entre Israel e o Hezbollah. O tema entra como um segundo eixo das negociações com mediação paquistanesa e catariana, com novas rodadas em Washington.
A ajuda internacional aponta para um possível cessar-fogo no Líbano, enquanto Beirute e Tel Aviv conduzem novas conversas diretas. O balanço de vítimas e deslocados no Líbano segue elevado, com dezenas de milhares de pessoas impactadas pela violência.
Fontes: AFP e Reuters.
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