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Onda de calor na Europa resulta em 40 mortes por afogamento na França

França registra quarenta mortes por afogamento em busca de refúgio do calor, enquanto a Europa enfrenta onda de calor recorde

Um homem mergulha na água do Canal Saint-Martin enquanto as temperaturas sobem durante uma onda de calor que afeta grande parte do país, em Paris, França, 22 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Abdul Saboor
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  • Na França, quarenta pessoas morreram afogadas tentando se refrescar desde 18 de junho; temperaturas podem chegar a até 43°C em algumas áreas, com 54 departamentos em alerta vermelho.
  • A onda de calor se espalha pela Europa, afetando escolas e redes de transporte na França, Reino Unido, Itália, Suíça e Espanha.
  • A Organização Meteorológica Mundial aponta que a Europa aquece mais do que o dobro da média global, elevando a probabilidade de episódios de calor prolongado.
  • O Meteo France/serviços nacionais indicam condições de calor extremo, com padrões de bloqueio ômega contribuindo para o aquecimento, similar ao recorde de 2003.
  • Medidas e impactos aparecem em vários países: abrigos climáticos na Espanha, alerta máximo para 15 cidades na Itália, e restrições de viagens e de água no Reino Unido, Suíça e outros, além de mudanças em horários escolares.

Onda de calor na Europa causa 40 mortes por afogamento na França. Dados divulgados pelo primeiro-ministro francês, Sebastien Lecornu, apontam que as mortes ocorreram desde 18 de junho, em meio a ondas de calor no continente. O relato também envolve o agravamento da crise de afogamentos em canais e rios.

A França vive temperaturas recordes, com máximas próximas de 40°C e, em algumas regiões, até 43°C. A Meteo France alerta para alerta severo em parte do território, enquanto 54 departamentos estão sob sirene vermelho, configurando situação sem precedentes desde o início da série histórica em 1947.

Na sequência, a França viu praias de água doce lotadas e atividades de lazer afetadas. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, recomendou cautela ao buscar refresco em áreas não autorizadas. Entre as medidas de segurança, autoridades ressaltam a importância de locais apropriados para banhos.

Lecornu afirmou, durante reunião de emergência, que há um triste registro de afogamentos, com 40 mortes confirmadas desde 18 de junho, a maioria de jovens. Sem detalhar causas, o governo mantém atenção redobrada a partir de relatos de resgate e assistência médica.

Na segunda-feira, dois casos fatais envolvendo crianças foram comunicados pela promotoria de Carpentras, no sudeste. Uma família foi encontrada em estado crítico, com os menores de 2 e 4 anos em um veículo. Equipes médicas não conseguiram reverter o quadro.

Em Paris, deslocamentos lidam com calor intenso e noites mal dormidas. A rede de transportes sofre impactos, com cancelamentos de trens entre Paris e Bruxelas, dificultando viagens e deslocamentos urbanos. Medidas de contenção de calor também atingem horários de funcionamento de serviços.

Líderes empresariais indicam efeito negativo na economia. A associação patronal Medef relata funcionamento em ritmo reduzido e ações de proteção a trabalhadores, diante do esforço de adaptação a condições extremas.

Bloqueio atmosférico

O atual episódio é sustentado por um padrão meteorológico denominado bloqueio ômega, com massa de ar quente central cercada por ar frio. O fenômeno tende a intensificar ondas de calor e tempestades em várias regiões, agravando impactos climáticos.

A OMM aponta que a Europa aquece a ritmo superior ao global, elevando a probabilidade de episódios prolongados de calor. A comparação é feita com a onda de 2003, que causou mortes por calor em grande parte do continente.

Na Itália, o Ministério da Saúde elevou o alerta para 15 cidades, restringindo atividades em alguns setores. Esperam-se tempestades nos Alpes e Apeninos, com previsão de chuva forte, ventos e granizo.

O Reino Unido registra expectativa de até 37°C no sul da Inglaterra, com possível novo recorde para o mês de junho. Escolas preparam encerramento antecipado em algumas regiões, diante de altas temperaturas.

Medidas locais e impactos

A Espanha emitiu alertas vermelhos em várias regiões, com temperaturas que podem chegar a 44°C. Madri abriu abrigos climáticos para atender moradores vulneráveis, oferecendo ambiente resfriado, alimentação e banho.

Diversos municípios espanhóis cancelaram fogueiras e atividades ao ar livre para reduzir risco de incêndios. Em Tervuren, Bélgica, uma escola transferiu provas finais para uma igreja próxima, diante do calor intenso.

Na Suíça, o cantão de St. Gallen restringiu a retirada de água de rios e lagos, citando baixos níveis de água e altas temperaturas. Em meio ao calor, norte europeu recebe visitantes buscando locais mais frios, como Estocolmo, com temperaturas mais amenas.

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