- A Organização Marítima Internacional anunciou uma megaoperação para escoar de forma segura pelo Estreito de Ormuz navios comerciais retidos no Golfo Pérsico, por conta do conflito entre EUA e Irã, após o acordo de paz provisório entre os dois países.
- A operação visa evacuar mais de 11.000 marinheiros que ficaram presos na região durante o conflito, com atuação conjunta envolvendo Irã, Omã, demais estados costeiros, os Estados Unidos e a indústria marítima.
- O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, afirmou que a missão será realizada em condições de segurança verificadas previamente, para garantir navegação estável nos corredores do estreito.
- A ação ocorre em meio a disputas sobre quem terá controle do Estreito de Ormuz no pós-guerra e sobre cobrança de taxas, com o Irã alertando que apenas um número limitado de embarcações poderá passar por dia.
- Dados de monitoramento mostraram tráfego intenso em Ormuz, com dezenas de navios circulando, enquanto autoridades e aliados avaliam passos para uma eventual administração conjunta da passagem, incluindo custos dos serviços.
A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou, nesta terça-feira, uma megaoperação para evacuar de forma segura mais de 11 mil marinheiros retidos no Golfo Pérsico. A iniciativa tem respaldo no acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e apunta a liberar navios comerciais retidos pela guerra na região, com foco no Estreito de Ormuz.
A operação será conduzida em estreita cooperação com o Irã, Omã e demais Estados costeiros, além dos EUA e da indústria marítima. O objetivo é assegurar condições de segurança para a navegação e permitir o escoamento dos navios retidos pelo conflito.
De acordo com o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, a operação ocorrerá de forma excepcional, dada a quantidade de embarcações que ficaram presas no Golfo Pérsico. Ele destacou que o esforço busca evitar riscos à passagem por Ormuz e reduzir o sofrimento dos marinheiros.
Dominguez ressaltou que meses de dificuldades, sofrimento e incertezas para milhares de profissionais no Oriente Médio motivaram a decisão. A OMI afirma ter verificado previamente as condições para realizar o planejamento com segurança.
O anúncio ocorre cerca de uma semana após o acordo de paz provisório entre EUA e Irã, que encerrou parcialmente os combates na região. A guia de como avançar no Estreito de Ormuz permanece sujeita a revisões conforme a situação regional.
Disputa sobre Ormuz
O Irã informou que apenas um número limitado de embarcações poderá passar por Ormuz diariamente, com variação conforme as condições regionais. A declaração foi veiculada pela agência Tasnim, ligada a autoridades militares, e acrescenta um elemento à reabertura da via.
Enquanto isso, EUA e Irã discutem quem controlará o estreito no pós-guerra e questões como possíveis taxas cobradas pelo tráfego. O presidente americano afirmou que Ormuz estaria aberto, em meio a tensões com ataques de Israel no Líbano.
Dados de monitoramento mostraram tráfego intenso por Ormuz, com dezenas de navios circulando na região. O movimento registrado é o mais intenso desde o início do conflito. Estimativas de consumo indicaram volumes elevados de petróleo passando pela rota.
Ao mesmo tempo, Irã e Omã sinalizam estudar uma administração conjunta de Ormuz, incluindo cobrança de custos pelos serviços prestados. As tratativas reforçam a insistência de ambos na soberania sobre a via estratégica do petróleo.
Entre na conversa da comunidade