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Operação secreta remove 13 kg de urânio enriquecido da Venezuela para os EUA

Operação conjunta entre Venezuela, EUA e Reino Unido retira 13 kg de urânio altamente enriquecido do Ivic, sob supervisão da AIEA

Homem com capacete branco e colete azul com sigla AIEA examina equipamento metálico cilíndrico dentro de contêiner metálico cinza. Equipamento está apoiado em base verde.
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  • Em uma noite de abril, um comboio venezuelano levou um contêiner com cerca de 13 kg de urânio altamente enriquecido (HEU) do Ivic, nos arredores de Caracas, até o porto de Puerto Cabello, com destino aos Estados Unidos.
  • A operação foi conduzida por Venezuela, Estados Unidos e Reino Unido, com a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica e apoio de salvaguardas de segurança; Maduro foi capturado em janeiro, o que acelerou a remoção do material.
  • O HEU retirado era combustível do RV-1, primeiro reator nuclear da América Latina, instalado no início dos anos sessenta; o reator passou a operar como instalação de esterilização de instrumentos médicos após desativado.
  • A captura de Nicolás Maduro, em janeiro, teria aumentado o risco percebido e a urgência de retirar o urânio, segundo autoridades venezuelanas, com a operação ocorrendo a partir de início de abril.
  • O navio Pacific Egret transportou o urânio para Savannah River, nos Estados Unidos, com participação da Nuclear Transport Solutions (Reino Unido) e supervisão da AIEA; até início de maio, a Nasa (NNSA) havia retirado ou eliminado mais de 7.340 kg de material nuclear para uso militar.

Em uma operação secreta, cerca de 13 kg de urânio altamente enriquecido deixaram a Venezuela rumo aos Estados Unidos. O transporte ocorreu no fim de abril, em um comboio militar que partiu da sede do Ivic, nos arredores de Caracas, com destino ao porto de Puerto Cabello, no Estado de Carabobo. A carga seguia sob escolta e recebeu supervisão de várias autoridades.

O material, usado anteriormente como combustível do RV-1, primeiro reator de pesquisa da América Latina, foi interceptado em um esforço internacional envolvendo Venezuela, Estados Unidos, Reino Unido e a Agência Internacional de Energia Atômica, segundo fontes oficiais. A AIEA descreveu a operação como cuidadosa e com rígidas salvaguardas.

A captura de Nicolás Maduro em janeiro e as tensões com atores globais contribuíram para a decisão de retirar o urânio de forma proativa, afirmaram autoridades venezuelanas. A retirada ocorreu sob coordenação com a NNSA dos EUA, a AIEA e o governo britânico, que participou do planejamento.

O urânio foi transferido para o complexo de Savannah River, na Carolina do Sul, EUA, onde as instalações processam materiais nucleares. O navio Pacific Egret, utilizado pela operação, partiu de Puerto Cabello e foi acompanhado por uma escolta naval, conforme dados de monitoramento.

Segundo o Reino Unido, a retirada foi anunciada pela primeira vez em 2017, com continuidade do planejamento no ano seguinte, a pedido da AIEA. A ação visa reduzir o risco de proliferação envolvendo urânio altamente enriquecido destinado a usos pacíficos.

A AIEA ressaltou que o urânio HEU pode ser usado para pesquisa, mas também pode favorecer a produção de material físsil. A agência mencionou que a maior parte do material nuclear de pesquisa global já foi convertida para uso de urânio menos enriquecido.

Especialistas lembraram que, historicamente, muitos reatores de pesquisa consumiam HEU. Hoje, a maioria passou a utilizar urânio pouco enriquecido para evitar riscos de armamento. O balanço global aponta para a recuperação de aproximadamente 7 mil kg de HEU até o momento, somando os 13 kg venezuelanos.

Com informações da BBC Verify.

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