- Oito americanos mantidos em quarentena por quarenta e dois dias em Omaha, Nebraska, após exposição ao hantavírus, foram liberados na segunda-feira.
- A pasta de saúde dos Estados Unidos (Departamento de Saúde e Serviços Humanos) confirmou o fim da isolação para o grupo, que havia sido transferido do navio decruzamento MV Hondius, nos Canários, no início de maio.
- Três pessoas morreram e houve treze casos da variante Andes hantavírus a bordo do navio, levando dezenove americanos a entrarem no programa nacional de quarentena em Omaha.
- A decisão de manter os oito passageiros em quarentena foi defendida pela agência como necessária para o bem público, mesmo após críticas de que a medida fosse excessiva.
- Um dos passageiros, Angela Perryman, alegou ter sido detida contra a vontade; especialistas em direito de saúde disseram que a detenção estabelece precedente perigoso. A maior parte dos evacuados era de outros países, e nenhum americano no Nebraska foi registrado com a doença.
Doze de maio passaram para Omaha, Nebraska, oito americanos mantidos em quarentena por 42 dias após exposição ao hantavírus a bordo do navio de cruzeiro Hondius, nas Canárias. Eles foram liberados nesta segunda-feira, encerrando a medida de isolamento.
Aprovado pelo Ministério da Saúde dos EUA, o procedimento visou proteger o público diante de três mortes e 13 casos da cepa Andes do hantavírus identificados no navio. Os pacientes foram transferidos ao centro médico universitário de Nebraska.
A decisão de manter a quarentena final oito passageiros foi defendida pela equipe federal, em nota à Associated Press, como necessária para o bem público. O governo afirma ter contido riscos e encerrado a resposta com sucesso.
Entre os liberados, Angela Perryman relatou à AP ter sido detida contra sua vontade. Ela afirmou que a quarentena acabou ao meio‑dia de domingo e que recebeu apoio para retornar à Flórida naquela noite, enquanto outros viajaram na segunda-feira.
Perryman declarou ter ficado em quarto isolado até 13h55 e, às 14h, teria sido liberada para ir para casa. Segundo ela, o retorno foi coordenado com a ajuda do governo, embora muitos optassem por passar a noite no local.
Especialistas em direito sanitário questionaram o precedente de detenção súbita, alegando que a medida pode ter sido desproporcional e desautorizada por orientações de autoridades de saúde. Observadores destacam a necessidade de equilíbrio entre medidas de contenção e direitos civis.
A maior parte dos evacuados era composta por estrangeiros. Entre as vítimas fatais estavam um casal holandês, considerado o primeiro contato com o vírus na região, segundo autoridades. Quinze pessoas seguiram para casa para monitorar sintomas.
Ao chegar à Holanda, 25 membros da tripulação e dois profissionais de saúde no navio tiveram de cumprir quarentena. Não houve registro de casos entre os americanos na toxicity de Nebraska; a transmissão humana do hantavírus Andes é rara, com sintomas que podem levar até 42 dias para aparecer.
Durante a quarentena, com alimentação fornecida por restaurantes locais e assistência de enfermeiras, os passageiros ficaram em quartos equipados com mesa, TV, internet e área de exercícios. Um deles, Jake Rosmarin, publicou vídeos mostrando a saída do quarto e o retorno ao lar.
Rosmarin, blogueiro de viagens de Boston, agradeceu à comunidade de Omaha e à equipe do centro de quarentena, destacando a humanidade recebida. O material de apoio incluía serviços de entrega de refeições e visitas ocasionais a estabelecimentos próximos.
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