- South Sudan marcará eleição geral, a primeira desde a independência em 2011, para 22 de dezembro, com o presidente Salva Kiir aguardando anunciar oficialmente sua candidatura.
- A votação foi adiando desde 2015 por causa de guerras civis e, em 2018, o acordo de paz previa eleição em 2022, que não ocorreu.
- A continuidade de tensões entre Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar mantém incertezas sobre a organização do pleito. Machar foi afastado do cargo e colocado sob prisão domiciliar, sob acusações que ele nega.
- Autoridades reconhecem entraves legais e déficits de financiamento que dificultam a preparação das eleições, apesar de promessas de diálogo entre partidos.
- Grupos de oposição e sociedade civil têm alertado sobre condições de segurança, liberdades políticas e preparo eleitoral, enquanto o governo afirma compromisso com o acordo de paz de 2018.
South Sudan confirmou a realização de sua primeira eleição geral, prevista para dezembro, após décadas de conflitos. O anúncio oficial, feito pelo governo, define o país como núcleo de uma democracia ainda em construção.
A votação, que não ocorre desde a independência em 2011, enfrenta atrasos anteriores relacionados a guerras civis e a acordos de paz fracassados. Planos passados previam eleições para 2015 e 2022, respectivamente.
O acordo de 2018, que criou governo de união com Kiir e o dissidente Riek Machar, não chegou a ser implementado plenamente. Machar foi destituído do cargo e detido em março do ano passado, sob acusações que ele nega.
Desafios de financiamento e de alterações legais permanecem. A comissão eleitoral destacou gastos ainda não assegurados e ajustes de cronograma necessários para manter o calendário proposto.
Na esfera oficial, a presidência afirma que Kiir segue o pacto de paz de 2018 e trabalha para eleições pacíficas e democráticas. Preparativos para um diálogo entre partidos seguem em andamento.
Grupos de oposição e organizações da sociedade civil apontam riscos de segurança e limitações à liberdade política. O SPLM-IO, grupo de Machar, considera a preparação das eleições como um assunto perigoso.
Autoridades eleitorais lembram que um imprevisto financeiro pode adiar procedimentos, mesmo diante do cronograma estabelecido. O comitê eleitoral promete seguir planejando com foco em um cronograma realista.
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