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UE defende soberania digital e amplia cooperação tecnológica com o Brasil

Comissário europeu destaca soberania digital como caminho para reduzir vulnerabilidades, ampliando cooperação com o Brasil em IA, conectividade e governança

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  • O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, defendeu que países e blocos ampliem a autonomia tecnológica para reduzir vulnerabilidades e aumentar a competitividade, durante o Future Affairs Forum no Rio de Janeiro.
  • Ele destacou a Parceria Digital entre a União Europeia e o Brasil, com cooperação em inteligência artificial, conectividade, pesquisa científica e governança digital.
  • Síkela citou os investimentos do programa Global Gateway, destinado a expandir a infraestrutura digital e fortalecer conexões com parceiros.
  • A soberania tecnológica, segundo o comissário, não significa isolamento, e sim desenvolver capacidades próprias enquanto se constroem parcerias de confiança e benefício mútuo.
  • O debate enfatizou desafios éticos e sociais da IA, com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, ressaltando a centralidade dos direitos humanos no desenvolvimento tecnológico.

O comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, defendeu a ampliação da autonomia tecnológica entre países e blocos para reduzir vulnerabilidades e melhorar a competitividade. A fala ocorreu na abertura do Future Affairs Forum, no Rio de Janeiro.

O evento, no Museu do Amanhã, reúne especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para debater impactos das transformações tecnológicas, climáticas e geopolíticas. O foco é a soberania digital em ambiente global.

Síkela destacou a parceria digital entre a União Europeia e o Brasil, com cooperação em inteligência artificial, conectividade, pesquisa científica e governança digital. Também mencionou o programa europeu Global Gateway para infraestrutura digital.

Segundo o comissário, ampliar a soberania tecnológica não significa fechar mercados nem reduzir cooperação internacional, mas desenvolver capacidades próprias com parcerias baseadas em confiança e benefício mútuo.

O debate abordou desafios éticos e sociais da IA. A embaixadora da UE no Brasil ressaltou a necessidade de colocar direitos humanos no centro do desenvolvimento tecnológico, lembrando que tecnologia é moldada por pessoas.

Representando o governo brasileiro, o ministro Márcio Elias Rosa defendeu mecanismos multilaterais para regular a IA e associou inovação à inclusão social, destacando o acordo Mercosul-UE como exemplo de cooperação.

Também houve apresentação prática de iniciativas públicas. A subsecretária de Transformação Digital da Prefeitura do Rio mostrou projetos que usam IA e dados para melhorar serviços e ampliar políticas sociais.

O Future Affairs Forum acontece no Rio até amanhã, com debates sobre cidades inteligentes, democracia digital, sustentabilidade e futuros urbanos. Participam especialistas como Raquel Rolnik, Carlos Moreno e Francesca Bria.

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