Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vários navios atravessam o Estreito de Ormuz após acordo EUA-Irã

172 navios já cruzaram o estreito de Hormuz desde o acordo entre EUA e Irã, com 42 no sábado, enquanto o tráfego permanece abaixo da média e há alertas de minas

BBC An image of ships in the Gulf of Oman with Verify branding
0:00
Carregando...
0:00
  • Pelo menos 172 navios passaram pelo Estreito de Hormuz desde a assinatura do acordo entre EUA e Irã, com 42 embarcações apenas no sábado.
  • Mais de duzentos petroleiros estariam esperando dentro do estreito nesta semana, e já houve deslocamentos para o Golfo a partir de hoje.
  • Desde 18 de junho, o ritmo de travessias permanece abaixo da média pré-conflito, que era de cerca de 138 viagens por dia.
  • O preço do barril de Brent caiu para o menor nível desde o início da guerra.
  • O acordo prevê esforço do Irã para passagem segura de navios por sessenta dias, com cooperação para venda de petróleo e petroquímicos; as travessias têm ocorrido principalmente pela rota norte, com avisos sobre minas no trecho central.

Dozens de navios cruzaram o estreito de Hormuz desde a assinatura do acordo entre EUA e Irã, segundo dados de inteligência marítima. Ao todo, 172 embarcações já passaram pelo estreito desde 18 de junho, dia seguinte ao acordo, incluindo 42 navios apenas no último sábado. As informações são da firma Kpler, especializada em monitoramento marítimo.

Apesar do fluxo, o.total de transições está abaixo da média pré-conflito, estimada em cerca de 138 cruzamentos diários. Dados analisados pelo BBC Verify indicam que mais de 200 petroleiros aguardam dentro do estreito nesta terça-feira, com ao menos 10 navios movendo-se para o Golfo.

Preço do Brent cai para menor nível desde o início do conflito, refletindo incertezas e ajustes do mercado global. Muitos dos petroleiros que transitaram recentemente estão ligados ao Irã após o fim da bloqueio naval dos EUA, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Transições ligadas ao Irã e ao petróleo

Pelo menos 30 petroleiros partiram do Golfo com óleo e petroquímicos iranianos desde a assinatura do acordo, segundo Jemima Shelley, analista sênior da campanha United Against Nuclear Iran. O Tesouro dos EUA também flexibilizou sanções, concedendo licença até 21 de agosto para venda de crude, petroquímicos e derivados.

Na segunda-feira, pelo menos cinco petroleiros já sancionados por vínculos com o Irã cruzaram o estreito, transportando até quatro milhões de barris de óleo, conforme dados de rastreamento. Em contraste, há relatos de aumento no comércio considerado normal para a região.

Rotas, regras e sensores de segurança

Quatro navios-gases liquefeitos (LNG) foram vistos rumando ao porto Ras Laffan, no Qatar, na segunda-feira, e ao menos três petroleiros e três cargueiros partiram do Golfo na terça. Todas as transições (quando ocorreu) seguiram a rota norte aprovada pelo Irã, em vez da rota sul, recomendada pelos EUA, próxima à costa de Oman.

Mais de 250 petroleiros e 440 cargueiros permanecem dentro do Golfo, segundo as últimas posições reportadas. A maior parte dos petroleiros encontra-se ancorada ou parado, e cerca de um sexto parece transportar cargas.

Especificidades operacionais

O acordo, assinado na semana passada, prevê que o Irã utilize seus melhores esforços para facilitar a passagem segura de navios comerciais sem cobrança por 60 dias. O Irã também deverá colaborar com o Oman para definir a administração futura do estreito.

O PGSA, autoridade iraniana de Estrito de Persépolis, publicou termos para a travessia, incluindo a exigência de passagem apenas com permissão válida. A agência também enfrenta sanções americanas, o que pode dissuadir alguns donos de navios de solicitar licenças.

Variações e alertas

Mensagens conflitantes de autoridades iranianas foram relatadas: o IRGC afirmou ter fechado o estreito após ataques israelenses, mas parte do tráfego continuou. Um porta-voz em Genebra afirmou que o estreito está aberto, enquanto uma fonte militar iraniana mencionou possível teto diário de transições.

Há ainda preocupações com minas no traçado central do estreito, levando o Joint Maritime Information Center a alertar navios para evitarem essa área. Operações de desminagem já são realizadas, e as rotas sul que passam mais perto da costa de Oman são recomendadas como caminho mais seguro.

O que vem a seguir

Navios-tanque continuam transitando com cautela, e a situação permanece sujeita a mudanças conforme tensões regionais e atualizações do acordo. Autoridades e organizações de monitoramento acompanham de perto as movimentações para informar traders e operadores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais