- Quarenta pessoas morreram afogadas na França desde a semana passada em meio a ondas de calor; entre as vítimas está uma menina de 13 anos que se banhava no rio Sena, em Fontaine-La-Port.
- Temperaturas recordes atingem vários países europeus, levando moradores a buscar refúgio em canais e rios; na Alemanha, houve seis óbitos fatais entre sexta-feira e domingo.
- Nações relatam incidentes no contexto de banhos em áreas de água não autorizadas ou perigosas; na França, também houve um jovem jogador de futebol profissional em estado grave após resgate no rio Ródano.
- No Reino Unido, nove mortes foram associadas a lagos e rios durante a onda de calor; especialistas destacam riscos de águas interiores, especialmente em locais com estruturas ocultas.
- Especialistas orientam cuidados ao entrar na água, como entrar lentamente para evitar choque térmico e usar a técnica de “alcançar e lançar” para resgatar pessoas com segurança.
A França registra cerca de 40 mortes ligadas ao calor desde a semana passada, com altas temperaturas em boa parte da Europa. Entre as vítimas há uma menina de 13 anos que se banhava com a família no rio Sena, em Fontaine-La-Port, sem saber nadar. Em paralelo, relatos de óbitos também chegam da Alemanha, onde o calor é intenso.
Em países como Reino Unido, Suíça, Espanha e Itália, brasileiros relatos apontam que muitas pessoas buscam refresco em canais e rios, elevando o risco de afogamentos. Autoridades destacam que a falta de supervisão aumenta a vulnerabilidade em áreas de banho.
Na França, a ministra do Esporte, Marina Ferrari, pediu cuidado com banhos em locais não autorizados ou perigosos, ressaltando a gravidade da situação durante a onda de calor. Em Lyon e áreas próximas, jovens enfrentam dificuldades em rios com trechos proibidos ao banho.
Na Alemanha, a associação de salvamento aponta seis fatalidades entre sexta e domingo envolvendo banhistas. Três corpos foram encontrados no Reno, dias após o desaparecimento de três homens em dois pontos diferentes do rio. O clima permanece extremamente quente no oeste e sudoeste.
No Reino Unido, a recente onda de calor já causou mortes em incidentes relacionados a lagos e rios. Meteorologistas preveem temperaturas de cerca de 40°C no curto prazo, elevando o alerta para áreas urbanas e rurais.
O que aumenta o risco
A RNLI alerta para a falta de experiência em água aberta, especialmente em países com pouca tradição de calor. Locais de água no interior, como pedreiras, reservatórios e lagos formados por hidrelétricas, escondem objetos perigosos sob a superfície. A entrada rápida na água pode causar choques térmicos.
Especialistas lembram que a água fria reage de forma diferente ao calor do ar. O avanço rápido da temperatura corporal pode provocar pânico, respiração acelerada e risco de afogamento se a pessoa entrar em pânico. Locais internos costumam ter riscos específicos, com estruturas submersas invisíveis.
Outro fator é a tentativa de resgate por terceiros. Em incidentes recentes, quem tenta ajudar pode também precisar de socorro, aumentando o número de vulneráveis na água. A orientação é manter a calma, usar técnicas de alcance e lançamento.
Para quem cai na água, a recomendação é flutuar de costas, manter a cabeça inclinada para trás e respirar devagar. Se houver algum objeto utilizável, pode-se tentar alcançar a pessoa com ele sem se aproximar demais. Em caso de ajuda, pedir socorro é essencial.
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