- O chefe da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que inspeções em instalações de enriquecimento do Irã devem ocorrer como parte de um entendimento em negociação com Estados Unidos e Teerã.
- O Irã contestou a afirmação: o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, disse que o acesso só poderá ocorrer após acordo final e suspensão de sanções, e não houve discussão recente com Grossi.
- O acesso às instalações de enriquecimento é considerado essencial para a verificação do estoque de urânio e do funcionamento de centrífugas.
- O impasse ocorre em meio a negociações entre Estados Unidos e Irã, mediadas por terceiros, envolvendo possível redução do urânio enriquecido em troca de alívio de sanções.
- O contexto regional segue tenso, com violência entre Israel, Hezbollah e interesses iranianos no Líbano, além de esforços diplomáticos para manter o diálogo.
O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou nesta quarta-feira, 24, que inspeções em instalações de enriquecimento de urânio no Irã devem ocorrer como parte de um entendimento em negociação com os Estados Unidos e Teerã. Ele disse que a AIEA terá acesso a esses locais dentro do acordo em discussão, ainda sem prazo definido.
O Irã contestou a declaração. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que o tema não foi discutido com Grossi em encontros recentes e que o acesso dependerá de um acordo final e da suspensão de sanções. Em X, o diplomata atribuiu a decisão ao escopo de um acordo definitivo.
A AIEA já apontou que, sem esse acesso, não é possível verificar plenamente o estoque de urânio iraniano nem o funcionamento de centrífugas. O impasse sobre o acesso ocorre em meio a negociações entre EUA e Irã mediadas por terceiros, com possível обмен de urânio enriquecido por alívio de sanções.
As negociações, em curso, visam reduzir o estoque de urânio enriquecido em troca de sanções políticas. O contexto também envolve tensões regionais no Oriente Médio, com episódios de violência envolvendo Israel, Hezbollah e interesses iranianos no Líbano, acompanhados por esforços diplomáticos liderados pelos EUA para manter o diálogo.
Fonte: AP.
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