- A Airbus está realizando inspeções em aeronaves A380 após a Easa emitir diretriz de aeronavegabilidade emergencial exigindo verificações em dezesseis jatos devido a rachaduras em partes das asas.
- Cinco aeronaves devem ser inspecionadas antes do próximo voo, e as demais precisam passar pela avaliação dentro de vinte e cinco ciclos de voo.
- Quinze aviões afetados são da Emirates e um é da Qantas, segundo o serviço de rastreamento Flightradar24.
- A Airbus informou que está trabalhando com as inspeções e avaliará, conforme os resultados, se serão necessários reparos ou retorno ao serviço comercial.
- A Easa alerta que as rachaduras identificadas podem reduzir a integridade estrutural da asa; o A380 teve produção encerrada em dois mil e vinte e um.
A Airbus informou nesta quarta-feira (24) que realiza inspeções em aeronaves A380 após a Easa, regulador europeu, ordenar verificações urgentes nas estruturas das asas. A ação segue a detecção de rachaduras que podem comprometer a integridade estrutural.
A diretriz, publicada na segunda-feira (22), exige inspeções em 16 aeronaves A380. Cinco passam por verificação antes do próximo voo; o restante precisa ser checado em até 25 ciclos de voo. Vão ser avaliadas possíveis reparações.
Quinze aviões são operados pela Emirates e um pela Qantas, segundo o serviço de rastreamento Flightradar24, com base nos números de série. A Emirates não respondeu a pedidos de comentário; a Airbus coopera com as inspeções.
Envolvimento das partes
A Airbus afirmou que identificou um grupo menor de aeronaves com históricos operacionais semelhantes e está colaborando com as inspeções. A empresa indicou que, conforme os resultados, decidirá com a Easa se é necessária a reparação ou o retorno ao serviço comercial.
A Easa alertou que as rachaduras encontradas em certas aeronaves poderiam reduzir a resistência estrutural das asas. O A380, maior avião de passageiros do mundo, teve a produção encerrada em 2021.
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