- O paraense Herik Ferreira Soares, 23 anos, foi capturado por militares russos na guerra da Ucrânia e aparece chorando em vídeo pedindo perdão à mãe.
- Ele afirma ter sido enganado por promessas de trabalho e que saiu do Brasil acreditando atuar na retaguarda, mas acabou indo para o confronto.
- No vídeo, ele alerta outros brasileiros a não aceitarem ofertas ligadas à guerra em busca de dinheiro, dizendo que o pagamento não compensa os riscos.
- O Ministério das Relações Exteriores confirmou o caso; a Embaixada do Brasil em Moscou está em contato com a família e busca informações junto às autoridades russas.
- O Itamaraty já havia publicado, em fevereiro, orientação para que brasileiros rejeitem recrutamento para guerras no exterior; não há informações sobre as condições de detenção ou repatriação de Herik até o momento.
O brasileiro Herik Ferreira Soares, de 23 anos, foi capturado por militares russos na Ucrânia e aparece em vídeo atribuindo‑se a um engano com promessas de trabalho. Ele pediu perdão à mãe por ter retornado ao conflito e afirmou ter passado parte de 2025 no Brasil antes de retornar à Ucrânia. A gravação circula em redes e gerou repercussão.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o caso de Herik, natural de Castanhal, no Pará, recebeu confirmação oficial nesta quarta-feira. A Embaixada do Brasil em Moscou mantém contato com a família e busca informações junto às autoridades russas para esclarecer a situação do brasileiro.
No vídeo, ele relata ter acreditado ocupar uma função de apoio longe da linha de frente, mas acabou deslocado para atividades de combate. O jovem afirma que a propaganda acabou levando-o a retornar ao país adversário, causando sofrimento familiar.
O Itamaraty havia emitido, em fevereiro, orientações para que brasileiros rejeitem convites vinculados a conflitos armados no exterior. O órgão ressalta que alistamentos podem dificultar a saída de combate e limitam a assistência consular.
A diplomacia brasileira destaca que a atuação consular segue regras da legislação nacional e internacional e que não divulga informações pessoais de cidadãos em serviços consulares. A pasta também informou que acompanha o caso junto às autoridades russas.
Até a atualização mais recente, não houve divulgação sobre as condições de detenção de Herik ou sobre eventuais tratativas de repatriação. O caso permanece sob monitoramento da rede diplomática brasileira.
Situação consular e andamento
A Embaixada em Moscou continua em contato com a família de Herik e com autoridades russas para obter informações adicionais sobre a detenção e as possibilidades de retorno ao Brasil. A Secretaria de Estado enfatiza a importância de decisões informadas ao considerar atividades fora do país.
Entre na conversa da comunidade