- Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China, cobrou aos BRICS maior união durante encontro em Nova Délhi.
- A China destacou o BRICS como elo-chave para temas estratégicos, incluindo biossegurança, solução de conflitos e comércio internacional.
- Entre as propostas, estão reforçar cooperação em recursos minerais estratégicos e defender o multilateralismo e a Carta das Nações Unidas frente ao unilateralismo e protecionismo.
- Também foi enfatida a oposição à militarização do espaço e a necessidade de combater o terrorismo em todas as formas.
- O chanceler mencionou ainda a parceria contra o surto de ebola na África e alertou para os riscos da inteligência artificial, defendendo regulação e governança digital pela ONU.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, cobrou maior unidade entre os países do Brics durante o encontro do bloco em Nova Délhi, na Índia, na terça-feira, 23 de junho de 2026. O chanceler defendeu a coesão do grupo em temas estratégicos, como crises sanitárias, conflitos, comércio e governança global. A China posiciona-se como principal economia do Brics, sem se apresentar como líder, mas ampliando a cooperação entre as nações em desenvolvimento.
Wang Yi destacou a necessidade de manter o multilateralismo, defender a Carta da ONU e rejeitar unilateralismo e protecionismo. O chanceler pediu esforços conjuntos para segurança comum, soluções políticas para disputas e diálogo para resolver conflitos. Além disso, enfatizou o combate ao terrorismo e a oposição à militarização do espaço.
A pauta incluiu a cooperação em recursos minerais estratégicos, resposta a surtos como a Ebola na África e a regulação de tecnologias emergentes, incluindo IA. O ministro disse que a ausência de normas para tecnologias avançadas representa riscos civilizatórios e afirmou que a China quer intensificar cooperação internacional em segurança cibernética e combate ao terrorismo.
Perspectiva regional e tecnológica
O encontro em Nova Délhi teve o tema central de segurança nacional ante avanços tecnológicos. Wang Yi afirmou que o terrorismo internacional passa por uma nova fase, alimentada pela agressão unilateral e por tensões intercivilizacionais. A China defende regras internacionais para IA e governança digital via ONU, buscando alinhamento com parceiros do Brics.
O chanceler reiterou disposição de ampliar canais de comunicação com outros países para enfrentar ameaças globais. O Brasil e demais membros do Brics foram convidados a colaborar em propostas de cooperação em recursos minerais estratégicos e em normas globais para espaços digitais.
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