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Cracas e resíduos surgem como novo problema no Estreito de Ormuz

Bioincrustação em petroleiros parados no Estreito de Ormuz atrasa o restabelecimento do fluxo de petróleo mundial e eleva custos de limpeza de casco

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  • Cracas, mexilhões, amêijoas, algas e outras espécies se prenderam em centenas de petroleiros ancorados no Estreito de Ormuz, exigindo limpeza de casco pelos mergulhadores.
  • Navios superpetroleiros têm cerca de 1.000 pés de comprimento e 150 pés de largura, com ~150.000 pés quadrados de fundo para limpar; equipes de cinco a seis mergulhadores trabalham cerca de quatro a cinco horas por embarcação.
  • Com aproximadamente seiscentos navios aguardando passagem, a tarefa de limpeza é grande e pode elevar consideravelmente os custos.
  • A limpeza reduz consumo de combustível e aumenta a eficiência, já que a bioincrustação eleva o consumo e os custos operacionais; as hélices também exigem cuidado para não danificar pinturas e revestimentos.
  • Além da limpeza, o retorno do trânsito pelo estreito depende de autorização de países e seguradoras, com registros e aprovações sendo parte de um processo complexo antes dos navios retomarem as viagens.

Após semanas de bloqueio, cracas e resíduos viraram novo entrave no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. Navios petroleiros ancorados há meses acumulam bioincrustação, dificultando a navegação e a retomada dos fluxos de petróleo.

Especialistas afirmam que a limpeza envolve mergulhadores que removem cracas, mexilhões e algas de cascos com raspadores, lavadoras e, em casos resistentes, lixadeiras. Cada navio exige várias horas de trabalho, por vezes com equipes de 5 a 6 mergulhadores.

A conta de limpeza aumenta rapidamente: a demanda elevou os custos para valores de cinco dígitos por embarcação, segundo fontes da indústria. Navios podem ficar parados até a conclusão da retirada da bioincrustação antes de seguir viagem.

No contexto, o Estreito de Ormuz continua sob tensões: o Irã pediu registro de passagem para as empresas, e caçar-minas seguem para monitorar o canal. Financiadores e seguradoras devem aprovar as operações, num cenário de cessar-fogo com reviravoltas diárias.

Como funciona a limpeza dos cascos

Os petroleiros com mais de 300 metros de comprimento possuem cerca de 150 metros de largura, somando aproximadamente 150 mil pés quadrados de fundo. Mergulhadores raspam a incrustação, que pode danificar pintura e revestimentos, exigindo cuidados para não violar normas ecológicas.

A biocontaminação também afeta hélices, válvulas e sistemas de refrigeração. Em alguns casos, as hélices precisam ser desmontadas, limpas e remontadas, o que aumenta a complexidade e o tempo de operação.

Transformar o fundo limpo em condição de operação é apenas uma etapa de um processo maior para liberar o trânsito de centenas de milhões de barris de petróleo. O impacto envolve custos operacionais, seguros e a logística de reequilibrar o fluxo global.

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