- A divulgação de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reabriu perspectivas de paz, mas as conversas indicam que um tratado oficial pode demorar.
- O professor Vitelio Brustolin cita pesquisa da Reuters/Ipsos: 63% dos norte‑americanos acreditam que o acordo não avança e que pode haver novos conflitos.
- Os dois lados discordam sobre detalhes de uma cláusula que permitiria ao Irã acesso a fundos congelados no exterior; o destino do programa nuclear iraniano segue incerto.
- A Agência Internacional de Energia Atômica informou que fará nova análise, mas o vice‑ministro iraniano, Kazem Gharibabadi, disse que não há planos de conceder acesso às instalações ou ao material.
- Brustolin ressalta que, se o urânio estiver enriquecido a 60 por cento (cerca de 441 kg), a vistoria envolve riscos, já que o material pode ser tóxico se vazar.
Especialista aponta inseguranças nas inspeções ao programa nuclear do Irã
O professor de relações internacionais Vitelio Brustolin afirma que as inspeções propostas ao programa nuclear do Irã podem colocar em risco a atuação de inspetores. Ele ressalta que a exigência de acesso às instalações está relacionada ao histórico de adesão do Irã ao tratado de não proliferação.
Ele cita uma pesquisa da Reuters/Ipsos com norte-americanos: 63% acreditam que o acordo não avançará e que haverá novos conflitos entre EUA e Irã. Segundo o pesquisador, esse ceticismo acompanha a incerteza sobre a eficácia de um cessar-fogo e a continuidade do conflito.
A divulgação do acordo provisório, entre EUA e Irã, reacendeu dúvidas sobre a viabilidade de um acordo definitivo. Brustolin destaca que, mesmo com avanços, questões como o acesso a fundos congelados e as condições para futuras inspeções seguem sem consenso claro.
Sobre as inspeções, a AIEA deve realizar uma análise em breve, mas não há decisão de acesso imediato às instalações iranianas, segundo Kazem Gharibabadi, vice‑ministro das Relações Exteriores do Irã. A posição iraniana mantém o prazo para visitas sob discussão.
Brustolin lembra que a abertura para fiscalização é uma obrigação para países que aderem ao tratado, mas destaca os riscos técnicos de vistoriar áreas com urânio fortemente enriquecido. Ele diz que vazamento de material pode representar perigo para quem trabalha nos locais.
O professor frisa ainda que a complexidade das negociações envolve não apenas o cronograma de inspeções, mas também o destino de fundos estrangeiros e os mecanismos de verificação. O tema permanece em debate entre as partes e dentro da comunidade internacional.
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