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EUA defendem governo da Bolívia na OEA e endurecem discurso sobre Cuba

Estados Unidos pedem apoio regional a Paz na Bolívia e criticam Cuba, defendendo reformas em Havana e fortalecimento de instituições democráticas

O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, falando na Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). (Foto: Walter Hurtado/EFE)
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  • Durante a 56ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos, em Cidade do Panamá, o subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, pediu apoio dos países da região ao governo de Rodrigo Paz na Bolívia e endureceu críticas a Cuba.
  • Landau afirmou que Cuba precisa de reformas econômicas e políticas imediatas, classificando o regime cubano como Estado falido e dizendo que há mais de sessenta anos no poder sem eleições livres.
  • O representante acusou Havana de enfraquecer instituições democráticas e fomentar a instabilidade na região, em meio a uma escalada de medidas americanas contra Cuba desde janeiro, incluindo restrições ao setor de petróleo.
  • Sobre a Bolívia, Landau pediu apoio a ações significativas em defesa do governo Paz e da ordem constitucional, em meio a bloqueios de estradas promovidos por setores ligados a Evo Morales.
  • A crise boliviana deixou cerca de 14 mortes entre 1º de maio e 1º de junho e perdas econômicas superiores a US$ 1,6 bilhão; o governo declarou estado de exceção em 20 de junho para restabelecer abastecimento.

Na 56ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada na Cidade do Panamá, o subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, pediu apoio sólido ao governo boliviano de Rodrigo Paz e endureceu o discurso sobre Cuba. A cobrança ocorreu durante a sessão de alto nível.

Landau reforçou que os EUA veem ações significativas em defesa da democracia na Bolívia e da ordem constitucional, citando críticas à atuação de setores oposicionistas ligados a Evo Morales. O tom foi de apoio ao governo de Paz e de preocupação com a estabilidade regional.

Sobre Cuba, o diplomata afirmou que o país precisa de reformas econômicas e políticas imediatas porque não há outra opção diante da situação atual. Ele classificou o regime cubano como instável e com consequências para a região.

O representante americano destacou que o regime de Havana está no poder há mais de seis décadas sem eleições livres e acusou a administração cubana de enfraquecer instituições democráticas, contribuindo para a instabilidade regional.

A fala ocorreu em meio ao endurecimento da política dos EUA contra Cuba, com novas restrições ao setor de petróleo desde o início do ano, agravando a crise econômica na ilha.

Na Bolívia, Landau pediu aos vizinhos que apoiem ações que fortaleçam a democracia, os processos democráticos pacíficos e a ordem constitucional frente à crise, que já gerou tensões significativas no país.

Nas últimas semanas, bloqueios de estradas promovidos por setores ligados ao ex-presidente Morales acumularam-se em várias províncias, levando a confrontos e à interrupção de serviços básicos.

Dados oficiais bolivianos indicaram que ao menos 14 pessoas morreram entre 1º de maio e 1º de junho, com perdas econômicas estimadas em mais de US$ 1,6 bilhão segundo o setor privado. O governo declarou estado de exceção em 20 de junho para liberar vias e restabelecer abastecimento.

A Defensoria do Povo da Bolívia informou que os protestos, realizados por oposição aos atos do governo, impactaram a vida econômica e social do país, complicando a gestão pública e a manutenção de serviços essenciais.

Contexto regional

  • OEA: atuação de Washington destaca alinhamentos com democracias da região.
  • Bolívia: crise política persiste após bloqueios e tensões entre oposicionistas e governo Paz.
  • Cuba: mantém posição de isolamento externo, com pressão para reformas internas.

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