- Onda de calor extrema atinge grande parte da Europa, com temperaturas acima de 30°C em várias regiões e máximas acima de 35°C em milhões de pessoas.
- Reino Unido declarou alerta vermelho pela primeira vez em junho desde a onda de calor de 2022, com Londres registrando 30°C pela manhã e previsão de recorde para o mês.
- França registra temperaturas acima de 40°C em muitos departamentos, sendo Pissos com 44,3°C, causando fechamento de escolas, interrupções de transportes e pressão no sistema de energia.
- Itália, Espanha, Portugal e o sul da Europa enfrentam ondas de calor severas, com sensação térmica chegando a 45°C em algumas áreas e avisos de risco ampliados pelo Ministério da Saúde.
- Além de danos humanos, o calor afeta infraestruturas — trilhos de trem deformados, atrasos em eventos e adaptações de jornada de trabalho em diversos países, em meio a uma tendência de aumento de eventos de calor extremo no continente.
A onda de calor histórica domina a Europa, levando cidades a registrar recordes de temperatura. França, Inglaterra e o sul do continente enfrentam junho sufocante, com temperaturas acima de 35°C em grande parte do território. O calor intensificou-se graças a uma massa de ar quente vinda do norte da África, mantida sobre a região por um bloqueio atmosférico denominado Ômega.
Mais de 94 milhões de europeus enfrentam máximas acima de 35°C e cerca de 350 milhões convivem com temperaturas acima de 30°C. O continente vive dias de forte calor, com efeitos que vão além do desconforto: impactos na energia, transporte e serviços públicos são observados em várias nações.
Na França, o calor tornou-se centro da crise climática. Em várias regiões,termômetros superaram 40°C; Pissos registrou 44,3°C. Escolas foram fechadas e o transporte sofreu interrupções. Rios, lagos e praias viram incidentes de busca por alívio entre as mortes associadas ao calor.
Europa sob alerta vermelho
No Reino Unido, Londres atingiu 30°C pela manhã e entrou em alerta vermelho pela segunda vez na história, com previsão de ser o dia mais quente de junho. Autoridades alertam para riscos para todos os moradores, além de impactos em água, energia e transportes.
Na Península Ibérica, Espanha e Portugal registraram temperaturas altas no interior, próximas de 44°C. Autoridades reforçaram recomendações para evitar exposição ao sol e atividades físicas nas horas mais quentes.
Na Itália, cidades como Florença, Milão e Bolonha enfrentam alertas máximos. A sensação térmica pode chegar a 45°C em áreas costeiras, aumentando a demanda por cuidados de saúde e consumo de energia.
Impactos por toda a Europa
Bélgica, Alemanha, Suíça e Países Baixos também registram altas temperaturas. Trilhos ferroviários deformados pelo calor, eventos esportivos adiados e ajustes na jornada de trabalho são observados em várias regiões. Em alguns locais alemães, as temperaturas flertaram com 38°C para o mês de junho.
Especialistas destacam que a intensidade e a precoce de junho chamam atenção. Ondas de calor são comuns no verão, mas episódios tão fortes já não são raros na Europa, indicam estudos e autoridades. O aquecimento regional tende a se tornar uma realidade cada vez mais frequente para milhões de europeus.
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