- Evo Morales afirmou que não se entregará à Justiça e alertou para o risco de guerra civil caso haja prisão.
- O ex-presidente está refugiado no Chapare, em Lauca Eñe, em Cochabamba, com acesso à região controlado por apoiadores que o cercam.
- O governo do presidente Rodrigo Paz de Moraes acusa Morales de incitar protestos que prejudicaram abastecimento de alimentos, combustíveis e medicamentos; foi decretado estado de emergência e mobilizadas as Forças Armadas.
- Morales nega irregularidades, afirma que o movimento de seus apoiadores representa resposta ao modelo econômico e diz que é alvo de perseguição política.
- Ele prevê escalada da crise se não houver melhoria econômica e diz que camponeses estão preparados para resistir a qualquer intervenção, sem buscar confrontos though seus apoiadores estejam organizados.
O ex-presidente Evo Morales afirmou que não se entregará à Justiça e alertou para o risco de uma guerra civil caso haja prisão. Ele está refugiado na região do Chapare e rejeita negociação que envolva detenção.
Morales está escondido em Lauca Eñe, área isolada no departamento de Cochabamba, onde governos locais controlam o acesso. A segurança do local é mantida por apoiadores do ex-governante, alguns armados.
O conflito ocorre em meio à crise política na Bolívia. O governo do presidente Rodrigo Paz acusa Morales de estimular protestos e bloqueios que afetam abastecimentos básicos no país.
Paz decretou estado de emergência e autorizou a mobilização de forças para conter distúrbios. O governo sustenta que há uma tentativa de desestabilização liderada por setores ligados a Morales.
Morales nega as acusações e vê o movimento de seus apoiadores como resposta a um modelo econômico considerado neoliberal. Ele afirma não buscar confrontos, mas sustenta organização de seus apoiadores.
O ex-presidente prevê uma escalada da crise se (a) situação econômica não melhorar. Afirmou que a insatisfação tende a crescer sem solução estrutural na economia.
Morales diz não ter exigido a renúncia de Paz, mas defende mudanças profundas na condução do país, incluindo maior controle estatal sobre setores estratégicos.
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