- França confirma o primeiro caso de ebola em médico que retornou da República Democrática do Congo, onde há epidemia da doença, e o paciente está isolado.
- Ministério da Saúde francês informou a identificação do caso positivo no território nacional e que as autoridades acompanham a situação de perto, com o primeiro‑ministro sendo informado.
- Esta é a primeira vez que ocorre diagnóstico de ebola na França; em 2014 houve internação de pacientes diagnosticados no exterior.
- Medidas de precaução foram adotadas desde o retorno do médico, que foi levado a um hospital em condições seguras e colocado em isolamento para evitar contaminação.
- Investigação visa identificar contatos próximos, que devem cumprir isolamento domiciliar por 21 dias; o risco de transmissão global permanece considerado baixo.
O Ministério da Saúde da França confirmou a identificação do primeiro caso de Ebola no território nacional. O paciente é um médico que retornou da República Democrática do Congo, onde há uma epidemia da doença, e está sob isolamento em hospital seguro.
A confirmação foi divulgada por meio de comunicado oficial. O governo informou que as medidas de precaução foram acionadas imediatamente após o retorno do médico. O primeiro-ministro acompanha a evolução do caso de perto.
A investigação busca identificar contatos próximos do paciente. Aqueles considerados contatos devem cumprir isolamento domiciliar por 21 dias, conforme orientação sanitária. O hospital onde ele está internado segue protocolos de biossegurança.
Risco de transmissão permanece baixo
A República Democrática do Congo enfrenta uma grande epidemia de Ebola, com a cepa Bundibugyo, pela qual não há tratamento específico. Vacinas disponíveis são eficazes apenas contra a cepa Zaire.
Especialistas em saúde pública apontam que o risco de transmissão global é baixo, devido ao caráter relativamente pouco contagioso do vírus. O Centro Europeo de Prevención y Control de Enfermedades avaliou o risco como baixo para europeus.
A OMS havia indicado, em junho, que a transmissão na RDC estava se acelerando, apesar de medidas de resposta sanitária reforçadas. Até o momento, o país registrou mais de mil casos e centenas de mortes, com subnotificação possível por áreas remotas.
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