- Annika Schröder serviu quase vinte anos no Exército alemão e participou da operação na Afghanistan que ficou conhecida como a Batalha de Sexta-Feira Santa, a maior desde a segunda guerra.
- Ela desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático e a Bundeswehr levou mais de uma década para reconhecê-lo; foi dispensada por considerar que não estava apta a cumprir o serviço.
- Atualmente, Annika administra uma fazenda de veteranos perto de Leipzig, onde cria porcos e aves, mantendo dois cães; vive com uma pensão militar.
- A fazenda funciona como refúgio para veteranos com PTSD, oferecendo estadia sem perguntas, para quem precisa de apoio.
- A série de fotografias de Jan Kraus, iniciada em dois mil e vinte e três, explora a relação entre o estado e o cidadão ao retratar pessoas uniformizadas em suas casas; há também o documentário de dois mil e vinte e cinco sobre a vida de Annika.
Annika Schröder, veterana das Forças Armadas alemãs, vive hoje em uma fazenda perto de Leipzig, onde cria porcos e gansos. A imagem central foi registrada pelo fotógrafo Jan Kraus em sua cozinha, como parte de uma série sobre o papel do Estado e a vida dos militares.
A história de Annika inclui quase 20 anos de serviço, uma missão de resgate no Afeganistão e o que ela descreve como a maior batalha da Alemanha desde a Segunda Guerra, conhecida como Good Friday Battle. Após retornar, recebeu diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático e foi dispensada.
Hoje, além da pensão, Annika administra a Fazenda de Veteranos, que oferece acomodações simples a ex-soldados com PTSD. Ela disponibiliza dois quartos no ático para quem precisa de apoio, sem perguntas.
O projeto fotográfico começou em 2023, com Kraus buscando entender o que significa o Estado em tempos de aumento de gastos com defesa. A obra mescla retratos de uniformes com a privacidade do lar, destacando a relação entre cidadão e instituição.
O fotógrafo relata que a maioria dos retratados prefere não falar em público, mas o trabalho aposta na conversa direta para revelar o impacto da militarização na vida pessoal. A série já gerou debates sobre a relação entre Estado, serviço público e reintegração.
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