- Huawei Espanha disse estar disposta a passar por auditorias externas e independentes para comprovar a segurança de suas redes e infraestruturas na Europa.
- A empresa pediu às instituições da União Europeia que regulem o mercado de telecomunicações com base em critérios estritamente técnicos, não em decisões geopolíticas.
- A executiva afirmou que não há evidência de mecanismos nos seus produtos que comprometam a segurança das redes e das infraestruturas onde operam.
- A Huawei destacou ter um alto índice de certificações de segurança e apresentou sua atuação na Europa, com 24 anos no mercado e 13.000 funcionários, além de 29 centros de P&D em 14 países.
- Em paralelo, a Ericsson defendeu o papel estratégico da indústria de conectividade na Europa e pediu regras estáveis e transparentes, destacando a soberania tecnológica e a importância de redes seguras.
A vice-presidente da Huawei Espanha, Carmen González Gens, informou nesta quarta-feira a disposição da empresa de se submeter a auditorias externas e independentes para atestar a segurança de redes e infraestrutura na Europa. O anúncio ocorreu durante o DigitalES Summit, em Madrid.
González Gens pediu às instituições da União Europeia que a regulação do mercado de telecomunicações se baseie em critérios técnicos estritos, não em decisões de caráter geopolítico. Ela ressalvou que a segurança deve ser comprovada por auditorias e certificações.
A executiva mencionou as restrições impostas pelos Estados Unidos e pela Comissão Europeia, que limitam operações da Huawei no continente. Afirmou não haver evidências de mecanismos nos seus produtos que comprometam redes, segundo dados da companhia.
Huawei na Europa: presença e credenciais
A Huawei registra 24 anos de atuação contínua na Europa, com 25 anos de atuação comercial na Espanha. A empresa informa ter 13.000 empregados na região, 29 centros de pesquisa e desenvolvimento em 14 países, e acordos de cooperação com 210 universidades e instituições.
Ericsson e o papel da Europa na conectividade
Durante o mesmo evento, o presidente da Ericsson Espanha, Juan Olivera, destacou a liderança europeia em conectividade. Ele disse que decisões de fornecedores afetam soberania tecnológica e pediu regras estáveis e claras para redes seguras.
Olivera ressaltou que o sucesso da indústria europeia não se mede apenas por valores financeiros, mas pela capacidade de promover coesão social e direitos civis, reforçando a necessidade de investimento coordenado em infraestrutura de redes já existentes.
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