- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que as tropas israelenses não vão se retirar do sul do Líbano, mantendo uma zona de segurança para o norte de Israel.
- Autoridades israelenses afirmam que não há exigência norte‑americana para a retirada, o que pode se tornar entrave às negociações entre Estados Unidos e Irã.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está em viagem pela região para angariar apoio ao acordo de paz com o Irã.
- O acordo inicial, assinado na semana passada, visa encerrar a guerra e inclui incentivos ao Irã; há controvérsias sobre como ficará o Estreito de Ormuz.
- O Irã e o Líbano têm posições divergentes: Teerã defende o fim das sanções como condição para o acordo, enquanto o presidente do Parlamento iraniano enfatiza a importância de cessar-fogo no Líbano.
Israel diz que manterá tropas no sul do Líbano, complicando negociações entre EUA e Irã. Em 24 de novembro, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que não haverá retirada, mesmo diante de um acordo inicial para encerrar a guerra.
Segundo Katz, as Forças de Defesa de Israel estão prontas e não recuarão, destacando que a zona de segurança protege o norte do país. O comentário ocorreu durante conferência em Tel Aviv, em meio a negociações com apoio dos EUA.
O governo israelense e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiteram que não expulsarão tropas do território invadido, mantendo o controle local até avaliações de segurança. O Líbano discute com Washington a transferência de áreas ao Exército libanês.
Marco Rubio busca convencer aliados
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, viaja pela região para angariar apoio ao acordo com o Irã. Ele almoçou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos e visitou Kuwait e Bahrein, estados com base militar estratégica dos EUA.
A reunião regional ocorre enquanto o Irã pressiona por garantias de fim de hostilidades e suspensão de sanções. Líderes locais e analistas relatam ceticismo em relação a incentivos financeiros previstos, como um fundo de US$ 300 bilhões.
Gestão do Estreito de Ormuz
O tráfego pelo Estreito de Ormuz já retornou, provocando queda nos preços do petróleo. Países da região discutem gestão e isenções de taxas de trânsito, porém o Irã pode discutir tarifas ambientais e de navegação.
O Catar indicou pressões para iniciar negociações entre Golfo e Omã sobre o tema. As discussões envolvem compensações logísticas e custos de passagem, com potenciais impactos econômicos globais.
O Irã rebateu alegações de que haveria pedágios. Em resposta, o ex-presidente Donald Trump afirmou que não havia cobranças sobre o trânsito pelo estreito, gerando críticas entre partidos nos EUA.
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