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Ministro afirma que Israel não deixará o Líbano, mesmo que EUA exijam

Israel afirma não retirar tropas do sul do Líbano, mesmo sob pressão americana, o que eleva riscos de escalada e impacto humano na região

Soldados israelenses Imagens divulgadas pelo exército israelense mostram soldados entrando no complexo e encontrando armas do grupo xiita Hezbollah
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  • O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, disse que as Forças de Defesa de Israel não deixarão o sul do Líbano, mesmo diante de exigência americana.
  • Katz afirmou que 200 mil libaneses não retornarão às suas casas, citando experiências passadas de ataques contra civis em zonas de segurança.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, escreveu nas redes sociais que não se renderá.
  • A retirada de tropas é uma exigência do Irã para um acordo de paz com os Estados Unidos; na semana passada, EUA e Irã chegaram a um memorando de entendimento para uma trégua de 60 dias.
  • O conflito no sul do Líbano persiste, com ataques e mortes de ambos os lados; fontes dos EUA mencionaram cessar-fogo entre Líbano e Hezbollah, mas episódios de violência continuam.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (24/6) que as Forças de Defesa de Israel não irão retirar suas tropas do sul do Líbano, mesmo que isso seja exigido pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante o evento Muni Expo, em Tel Aviv, e tem como pano de fundo a tensão regional e as negociações em curso com o Irã.

Katz explicou que retirar as tropas colocaria civis libaneses em risco, citando experiências passadas em zonas de segurança com ataques contra soldados. O premiê Benjamin Netanyahu também se posicionou publicamente, afirmando que não irá ceder diante das pressões. As informações foram veiculadas pelo Times of Israel.

Contexto das negociações EUA-Irã

Os Estados Unidos seguem negociando um acordo com o Irã para encerrar o conflito, com o Irã exigindo que o Exército israelense se retire do território libanês. Acordo temporário anunciado na semana passada prevê uma trégua de 60 dias para fechamento dos pontos finais.

Reação internacional e balanço de vítimas

O presidente americano, Donald Trump, criticou a postura de Israel no Líbano durante negociação recente, pedindo maior responsabilidade de Netanyahu com o Hezbollah. Do lado libanês, o conflito permanece ativo no sul, apesar de uma suposta cessação acordada entre Líbano e Hezbollah.

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, desde 2 de março cerca de 4.192 pessoas morreram e 12.171 ficaram feridas em ataques de Israel. Em resposta, 32 soldados israelenses foram mortos por ataques do grupo xiita ao sul do Líbano.

Perspectivas para o acordo

Do lado americano, Trump e o vice-presidente JD Vance disseram que o Irã aceitou inspeções da AIEA em instalações nucleares. A chancelaria iraniana negou, afirmando que o Irã não tem planos de permitir inspeções neste momento. A negociação segue em curso, com avanços ainda incertos.

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