- Pela primeira vez, uma criança com menos de 12 anos passou por eutanásia nos Países Baixos, confirmado pela ministra da Saúde, Sophie Hermans, em carta ao parlamento na segunda-feira (22).
- A identidade, idade exata, sexo, local de residência e doença não foram divulgados; sabe-se apenas que a vítima tinha entre 1 e 12 anos, sofria de condição grave e morreu no final de 2025.
- A mudança legal, em 2024, ampliou as regras para incluir crianças de 1 a 12 anos com doenças incuráveis, em estágio terminal e sofrimento insuportável, sem perspectiva de melhora.
- O procedimento envolve médicos e responsáveis legais, exige autorização dos pais, avaliação de um segundo médico independente e comprovação de que não há alternativa viável; o médico pode se recusar.
- Mesmo com a mudança, a interrupção da vida de crianças nessa faixa etária continua sendo crime, sendo necessário comprovar que todos os critérios previstos foram cumpridos; o caso passa por revisão de uma comissão antes de ser encaminhado ao Ministério Público.
Nos Países Baixos, pela primeira vez, uma criança com menos de 12 anos passou por eutanásia. A confirmação foi feita pela ministra da Saúde, Sophie Hermans, em carta enviada ao parlamento holandês nesta segunda-feira, 22. A morte ocorreu no final de 2025. A identidade da criança não foi divulgada.
Segundo o relatório apresentado por Hermans, a criança tinha entre 1 e 12 anos, sofria de uma condição grave e enfrentava sofrimento insuportável, sem perspectiva de melhora. A divulgação não revelou idade exata, sexo ou local de residência.
Essa prática, permitida desde 2002 para adultos, só ganhou espaço para menores em 2024, após mudança na legislação. A exceção vale para crianças de 1 a 12 anos com doenças incuráveis em estágio terminal, sob critérios estritos.
Os pais ou responsáveis legais autorizam o procedimento, já que a decisão legal não pode ser tomada pela criança. O médico deve envolver a criança, na medida possível, e certificar que a vida não está sendo interrompida contra a vontade dela.
Antes da eutanásia, outras opções de tratamento devem ser descartadas. A lei exige avaliação de dois médicos, confirmação de sofrimento insuportável e ausência de alternativa viável. Mesmo assim, a decisão pode ser recusada pelo profissional.
Todos os casos passam por uma revisão obrigatória. Uma comissão formada por médicos, um especialista em ética e um advogado analisa se as normas foram observadas. O resultado é encaminhado ao Ministério Público.
Caso os critérios tenham sido atendidos, o procedimento pode seguir; caso contrário, o médico pode enfrentar investigação. A prática continua sujeita ao enquadramento penal, exceto quando comprovadas as regras.
Evolução legal e contexto
A Holanda foi o primeiro país a legalizar a eutanásia, em 2002, com regras diferenciais por faixa etária. Adolescentes entre 16 e 17 anos podem solicitar com participação dos pais; 12 a 15 precisam de autorização.
Atualmente, a lei permite a eutanásia para menores de 12 anos apenas em situações extremas, com doença incurável e sofrimento sem perspectiva de melhora. A prática representa uma exceção extremamente rara, prevista para casos específicos.
No Brasil, tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido permanecem proibidos, com punições previstas. A ortotanásia, que envolve recusar tratamentos que prolonguem a morte, é permitida em situações de doença grave.
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