- A primeira-ministra Sanae Takaichi foi vaiada durante cerimônia em Okinawa que lembrava o 81º aniversário do fim da Batalha de Okinawa, em 1945.
- Ativistas protestaram contra o distanciamento de Tóquio de sua tradicional postura pacifista, gritando “Não à guerra” e “Protejam o Artigo 9”.
- O ato ocorreu em meio a relatos de que o Japão flexibilizou, em abril, regras de exportação de armas letais; Takaichi reiterou o desejo de revisar a Constituição na defesa.
- A líder de linha dura já irritou a China no ano passado com comentários sobre possível apoio militar a Taiwan em caso de invasão.
- A cerimônia ressaltou as vítimas da Batalha de Okinawa, na qual quase 200 mil japoneses morreram; o Japão manteve postura pacifista desde 1945, mas aumentou gastos militares nos últimos anos.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, foi vaiada durante um ato de memória da Segunda Guerra Mundial realizado em Okinawa. O protesto ocorreu durante o discurso da chefe do governo, na cerimônia que marcou o 81º aniversário do fim da Batalha de Okinawa, em 1945, quando quase 200 mil japoneses morreram. O ato reuniu ativistas contrários ao distanciamento de Tóquio de sua tradicional postura pacifista.
Os manifestantes, presentes no local, levantaram palavras de ordem durante todo o discurso, com gritos contra a guerra e em defesa do Artigo 9 da Constituição, que renuncia à guerra. Em resposta, a cobertura de emissoras locais destacou que as vaias interromperam o tom do evento, embora Takaichi tenha mantido o ritmo de seu pronunciamento.
O contexto político envolve a recente flexibilização, anunciada em abril, das regras para exportação de armas letais pelo Japão. A premiê tem reiterado o desejo de revisar a Constituição na área de defesa, abrindo espaço para debates sobre capacidades de contra-ataque. Takaichi já gerou controvérsia ao defender apoio militar caso haja invasão de Taiwan.
O protesto também dialoga com tensões regionais. O Japão é aliado dos Estados Unidos e, historicamente, mantém uma postura pacifista impulsionada pelo Artigo 9. Chineinfluencia a pauta, apontando preocupações com a evolução da defesa japonesa e com o equilíbrio regional. A cerimônia em Okinawa reforça o debate sobre o legado da guerra e a direção da política de segurança.
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