- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, iniciou uma viagem de três dias pelo Golfo para tranquilizar aliados sobre o acordo com o Irã, que inclui um fundo de US$ 300 bilhões.
- Rubio desembarcou em Abu Dabi e participou de um almoço de trabalho com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, (o xeque) Mohammed bin Zayed Al Nahyan, além de outras autoridades.
- O chanceler americano afirmou que o descontentamento dos aliados com o tratado deve aparecer nas discussões, além de tratar de assuntos não cobertos pelo memorando de entendimento.
- O principal temor regional é que o Irã use o fundo de reconstrução para reestruturar suas forças militares; o acordo não aborda a capacidade de mísseis balísticos de Teerã.
- A rota de Rubio inclui Emirados Árabes Unidos e Kuwait, países com bases americanas e históricos ataques de mísseis; Reuters informou sobre novas células no Iraque para ataques no Golfo.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, iniciou nesta quarta-feira uma viagem pelo Oriente Médio para tranquilizar aliados do Golfo, diante de apreensões sobre o acordo com o Irã. O foco é o fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões.
Rubio desembarcou em Abu Dhabi na terça noite, iniciando uma visita de três dias pela região. Ele participa de reuniões com o presidente dos Emirados Árabes, xeque Mohammed bin Zayed, o ministro das Relações Exteriores e o conselheiro de Segurança Nacional.
Questionado ao chegar, Rubio disse que o descontentamento com o acordo deve entrar na pauta, ao lado de temas não cobertos pelo memorando. O foco já era visto como delicado pelos EUA.
Contexto regional
A região teme que Teerã use o fundo para reestruturar suas capacidades militares, o que inclui mísseis balísticos. O acordo não aborda integralmente o risco dos armamentos, segundo autoridades de Golfo.
O governo iraniano rebateu, apontando que apoiadores locais abrigaram bases norte-americanas durante o conflito. As tensões persistem mesmo com o acordo de paz em vigor.
Entre os destinos de Rubio na viagem estão Emirados Árabes Unidos e Kuwait, ambos com bases dos EUA e histórico de ataques com mísseis iranianos. As economias locais sofrem impactos do conflito.
A missão de Rubio busca sustentar o acordo com apoio do ex-presidente Donald Trump, ao mesmo tempo em que responde às dúvidas das lideranças do Golfo sobre a segurança regional e o equilíbrio de poder.
Segundo a Reuters, o Irã estruturou células secretas no Iraque para ataques no Golfo, responsáveis por sete ofensivas com drones entre abril e maio contra Kuwait, EAU e Arábia Saudita.
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