- Donald Trump afirmou que o Irã informou não cobrar pedágios, taxas de seguro ou qualquer encargo para embarcações no estreito de Ormuz; se a informação for falsa, as negociações seriam interrompidas imediatamente.
- A declaração ocorre durante as tratativas entre EUA e Irã, após a primeira rodada de negociações na Suíça, com versões contraditórias sobre incentivos financeiros, controle do estreito e a guerra no Líbano.
- Trump negou que os Estados Unidos tenham transferido recursos ao Irã ou liberado ativos; segundo ele, parte dos fundos sob controle americano pode financiar compras de alimentos produzidos nos Estados Unidos.
- Ele afirmou que os alimentos seriam comprados exclusivamente dos Estados Unidos e seriam necessários no Irã, beneficiando fazendeiros e pecuaristas norte-americanos.
- O presidente tem defendido que o acordo está avançando, sugerindo que flexibilizações de sanções ou liberações de recursos devem mirar compras humanitárias, especialmente de alimentos e medicamentos, enquanto recebe críticas de linha-dura dentro do seu próprio partido.
Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que o Irã informou não cobrar pedágios nem encargos de embarcações que transitam pelo estreito de Ormuz. A declaração foi publicada pelo presidente nos círculos da Truth Social.
Segundo o presidente, caso a informação já divulgada pelo Irã seja falsa, as negociações entre EUA e Irã seriam interrompidas imediatamente. O comentário ocorre após a divulgação de versões distintas sobre incentivos financeiros no acordo-quadro em negociação.
As negociações entre Washington e Teerã entraram na fase inicial após a primeira rodada encerrada na segunda-feira, na Suíça. Os dois lados apresentaram propostas diferentes sobre temas-chave, como o controle do estreito de Ormuz, sanções e a guerra de Israel no Líbano.
Trump também negou ter transferido recursos ao Irã ou liberado ativos do país. Ele disse que parte dos fundos sob controle dos EUA pode ser destinada a compras de alimentos produzidos nos Estados Unidos para o Irã, com compras feitas exclusivamente de produtores norte-americanos.
O presidente defendeu que o acordo pode ampliar flexibilizações de sanções e liberações de ativos, desde que direcionadas a aquisições humanitárias, especialmente de alimentos e medicamentos. A questão do uso de recursos permanece no centro das tratativas com Teerã.
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