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Trump impede projeto de moradia para pressionar Congresso por agenda eleitoral

Trump cancela assinatura de projeto de moradia para pressionar Congresso a aprovar a Lei SAVE America, ampliando tensões no GOP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala com a imprensa ao chegar ao aeroporto de Paris-Orly, após a cúpula do G7, em Orly, na França, em 17 de junho de 2026. REUTERS/Evelyn Hockstein
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  • Trump pediu apoio dos republicanos para aprovar a Lei SAVE America durante visita ao Capitólio, após cancelar a cerimônia de assinatura de um projeto de moradia bipartidário para pressionar o partido.
  • A Lei SAVE America consultaria exigir documento de identidade com foto para votar em eleições federais, comprovação de cidadania para registro eleitoral e entregas de listas de eleitores ao governo federal.
  • O projeto sobre moradia, aprovado nas duas casas, pode virar lei mesmo sem assinatura presidencial em até dez dias; a cerimônia de assinatura foi cancelada.
  • A senadora Elizabeth Warren afirmou que Trump se recusou a sancionar o texto, enquanto Trump o atacou; republicanos sinalizam dificuldade para obter votos e manter a obstrução no Senado.
  • O líder da maioria no Senado, John Thune, disse que não há votos para eliminar a obstrução; defensores da moradia continuam buscando a aprovação do pacote.

Donald Trump pediu nesta quarta-feira aos congressistas republicanos que aprovassem um pacote federal de restrições eleitorais, pressionando pela agenda eleitoral do próprio presidente. A fala ocorreu durante visita ao Capitólio, em meio a tensões com membros do partido.

Trump cancelou de última hora a cerimônia de assinatura de um projeto de habitação acessível, substituindo-a pela defesa da Lei SAVE America. Ele afirmou ter tido uma reunião produtiva com senadores republicanos durante o almoço.

O cancelamento gerou análise de que o gesto foi simbólico, visando manter o foco dos eleitores na costura de políticas que reduzam custos de vida antes das eleições de meio mandato. A administração afirma que o tema habitacional pode avançar independentemente da assinatura.

O que está em jogo na agenda eleitoral

A proposta de habitação, aprovada com apoio bipartidário, prevê identificação com foto para votar em eleições federais e comprovante de cidadania para o registro eleitoral, além de exigir que estados entreguem listas de eleitores ao governo federal. O texto pode virar lei mesmo sem assinatura presidencial em até 10 dias.

Senadores democratas destacaram o apoio amplo ao projeto entre as Casas, enquanto críticos lembraram que Trump não sancionou a proposta. A senadora Elizabeth Warren apontou que o texto poderia ter sido sancionado, mas não foi, segundo suas redes sociais.

A gestora das negociações com republicanos ressaltou que o projeto ganhou apoio amplo antes do início da campanha, em meio à pressão de eleitores por maior controle sobre custos de vida. Em resposta, Trump sinalizou ter recusado a sancionar o texto.

Cenário político no Congresso

O Senado, sob controle republicano, tem 53 cadeiras, mas não a margem de 60 votos necessárias para superar a obstrução. As votações sobre a Lei SAVE America já sofreram repetidos reveses desde março, refletindo a dificuldade de viabilizar a agenda.

Líderes republicanos indicaram que ainda há espaço para avanços sem ampliar o uso de táticas extremas, como anexar o texto a projetos de gastos ou demitir autoridades que bloqueiem a proposta. A posição do partido permanece sob avaliação.

Defensores da Lei SAVE America afirmam manter o foco no objetivo, ainda que os obstáculos tenham se mostrado estruturais. O grupo responsável por convidar Trump para o jantar desta semana reiterou apoio à proposta como prioridade.

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