- Uma turista espanhola foi presa pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos na madrugada de quarta-feira, 24, por injúria racial, após supostamente dizer que o atraso ocorreu porque “só havia macacos” na parte externa.
- Ela chegou ao Brasil em um voo da Latam na noite de terça-feira, 23; passageiros permaneceram na aeronave até a chegada da escada para desembarque, segundo testemunhas.
- A pena para injúria racial varia de dois a cinco anos de prisão e envolve ofender a honra com base em raça, cor, etnia, religião ou origem.
- A Polícia Federal informou que emitirá nota sobre o caso ainda nesta quarta-feira.
- No mesmo período, a PF prendeu outras pessoas em Guarulhos por tráfico internacional de drogas e realizou operações ligadas a crimes como furto qualificado e estelionato.
Uma turista espanhola foi presa pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, por injúria racial. O crime ocorreu durante o desembarque, em que passageiros afirmam que ela disse que o atraso ocorreu “porque só havia macacos” na área externa. A PF foi acionada após o episódio.
Segundo testemunhas, o atraso no desembarque foi causado pela necessidade de aguardar a chegada da escada para a saída da aeronave. A mulher falava em voz alta, dirigindo as ofensas a funcionários do aeroporto. A apuração deve continuar com a divulgação de uma nota pela PF ainda nesta quarta-feira.
A pena para injúria racial, equiparada ao racismo desde 2023, varia de 2 a 5 anos de prisão. A punição ocorre pela ofensa à honra com elementos relativos à raça, cor, etnia, religião ou origem.
Outros casos de prisões em Guarulhos
Entre sexta-feira e segunda-feira, a PF prendeu quatro pessoas por tráfico internacional de drogas e apreendeu 5 kg de metanfetamina no aeroporto. A Receita Federal acionou a PF, que identificou um brasileiro desembarcando de Joanesburgo com a droga na bagagem. A droga foi apreendida e o suspeito foi preso em flagrante.
Em outra ação, três nigerianos foram presos em flagrante tentando embarcar para o país de origem, via Etiópia, com cocaína em cápsulas engolidas. Eles passaram por supervisão médica durante a eliminação das cápsulas e ficaram sob escolta da Polícia Penal de São Paulo.
No mesmo período, quatro mandados de prisão foram cumpridos por furto qualificado, estelionato, associação criminosa, tráfico de drogas e furto. As evidências seguem em apuração pelas autoridades competentes.
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