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Videoinstalação acusa Churchill pela fome na Índia e sai de Londres

Videoinstalação que responsabilizava Churchill pela fome de Bengala é retirada da National Portrait Gallery após críticas sobre a precisão histórica

A National Portrait Gallery, em Londres
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  • Uma videoinstalação da artista Helen Cammock, intitulada “Persistence”, foi retirada da National Portrait Gallery, em Londres, após críticas sobre a interpretação do papel de Winston Churchill na fome na Índia.
  • O vídeo, de 38 minutos, apresenta uma narrativa em primeira pessoa e faz comparações entre Churchill e Oliver Cromwell, gerando controvérsia entre historiadores.
  • Uma carta aberta, de 16 de junho, assinada por mais de cinquenta membros da Câmara dos Lordes, incluindo o neto de Churchill, classifica a obra como ideologicamente motivada e historicamente duvidosa.
  • A obra foi descrita pelo museu como uma peça artística, não documental, e incluiu apenas uma referência a Churchill; Cammock afirmou ter sido pressionada a ceder a críticas externas.
  • A fome de Bengala, estimada em cerca de 3 milhões de pessoas em 1943, é alvo de debate entre estudiosos sobre a responsabilidade de Churchill, com argumentos variando entre políticas alimentares, guerras e eventos naturais.

Uma videoinstalação da artista Helen Cammock, exibida na National Portrait Gallery, em Londres, foi retirada após críticas sobre a representação de Winston Churchill na fome na Índia colonial. A obra, intitulada Persistence, foi retirada na segunda-feira após questionamentos sobre a precisão histórica do tema.

Historiadores e membros da Câmara dos Lordes manifestaram oposição. Em 16 de junho, Andrew Roberts, que escreveu a biografia de Churchill, enviou carta aberta a o museu com mais de 50 signatários, chamando o vídeo de discurso ideológico e historicamente duvidoso. A carta incluiu assinatura de figuras como Nicholas Soames.

O museu informou que a obra funciona como narrativa em primeira pessoa e não como documentário. O filme de 38 minutos aborda diversas narrativas históricas, com referências a Churchill apenas pontuais. A diretora da galeria mencionou respeito à decisão da artista e às opiniões divergentes.

A artista, em comunicado, afirmou que a obra convida reflexão sobre quem é celebrado na história e quem é esquecido. O museu reiterou que a peça foi desenvolvida junto à galeria e a partir de pesquisa arquivística, sem proporção documental.

Controvérsia na obra

A retirada ocorreu após críticas de que a caracterização de Churchill estaria imprecisa. A carta de Roberts descreveu o vídeo como politicamente motivado e sugeriu distorções sobre o papel do premiê na fome de Bengala.

Contexto histórico da fome de Bengala

A fome de Bengala de 1943 resultou em milhões de mortes durante o colonial britânico. Estudos indicam fatores como explosão de preços e estratégias de guerra britânicas, além de desastres naturais. Pesquisadores divergem quanto à parcela de responsabilidade de Churchill versus outros fatores.

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