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Macron e Meloni buscam reaproximação em cúpula bilateral inédita

Cúpula bilateral inédita entre Macron e Meloni busca relançar cooperação França-Itália, com foco em defesa e segurança e continuidade do Tratado do Quirinale

Fotomontagem com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente francês, Emmanuel Macron.
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  • A primeira cúpula bilateral entre Emmanuel Macron e Giorgia Meloni ocorre em Antibes, no sul da França, nesta quinta-feira (25).
  • O encontro busca relançar a cooperação entre Roma e Paris, estabelecida pelo Tratado do Quirinale assinado em 2021, com cada delegação representada por nove ministros.
  • Defesa e segurança são os temas centrais, com foco na cooperação entre as indústrias de ambos os países e em acordos de segurança no Mediterrâneo; também deve tratar da missão da ONU no Líbano (Unifil).
  • No dia anterior, Macron e Meloni se reuniram com representantes de Alemanha, Reino Unido e Polônia (grupo E5) para preparar a cúpula da OTAN em Ankara, de 7 a 8 de julho.
  • Sobre Ucrânia, Macron defende envio de tropas europeias após cessar-fogo e adesão rápida à UE, enquanto Meloni sustenta posição mais cautelosa, preferindo seguir as regras tradicionais para a entrada de Kyiv.

Após divergências, França e Itália seguem rumo à reaproximação. A primeira cúpula bilateral entre Emmanuel Macron e Giorgia Meloni ocorre nesta quinta-feira, 25, em Antibes, no sul da França. O encontro visa relançar a cooperação em defesa, migração e energia, tema central da agenda.

A ideia é descongelar a parceria entre Roma e Paris, que perdeu fôlego nos últimos anos. O Tratado do Quirinale, assinado em 2021, previa uma cúpula anual para acompanhar avanços, mas as diferenças entre Meloni e Macron frearam o dinamismo do acordo.

Cada delegação terá nove ministros, e as discussões devem seguir a trilha de uma cooperação mais estreita entre os setores público e industrial. O objetivo é definir um roteiro claro para a relação bilateral.

Defesa e segurança

No eixo de defesa, espera-se aprofundar a cooperação entre as indústrias de França e Itália e fortalecer a defesa europeia. Também pode haver acordos para ampliar a segurança no Mediterrâneo.

Meloni indicou que a Unifil, missão da ONU no Líbano, também entrará na pauta. O mandato da missão termina neste ano e há planos para manter a presença internacional na região, diante de tensões locais.

Na véspera, Macron e Meloni se reuniram em Berlim

Um dia antes, os dois líderes participaram de uma reunião com Alemanha, Reino Unido e Polônia, chamada E5, para alinhar esforços antes da cúpula da OTAN em julho, em Ankara. O encontro ocorreu com a participação remota do secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg.

A agenda da OTAN enfatizou o reforço da defesa europeia e a guerra na Ucrânia. O formato E3, com França, Alemanha e Reino Unido, causou desconforto em Roma, que defende um bloco mais representativo da Europa.

Ucrânia e posicionamentos

Macron sinaliza possível envio de tropas europeias após cessar-fogo e defende uma adesão mais rápida de Kiev à UE. Meloni mantém posição mais cautelosa, apoiando o avanço conforme regras tradicionais de adesão, sem privilegiar países da região.

Essa diferença de ritmo ficou evidente na posição italiana sobre a fila de entrada de países bálticos e balcânicos na União Europeia, mantendo um prudente escrutínio sobre a ampliação.

Sinais de aproximação

Apesar das tensões anteriores, a cúpula é encarada como um gesto de virada. Roma e Paris parecem dispostas a superar atritos recentes para fortalecer a cooperação em áreas estratégicas. A expectativa é de sinais de cooperação mais firme entre os dois governos.

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