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Negociações entre Israel e Líbano para encerrar a guerra avançam, diz Rubio

Negociações entre Líbano e Israel avançam; EUA dizem estar perto de compromisso entre os dois governos, com zonas piloto em debate e possível evolução do conflito

Marco Rubio e o rei Hamad bin Isa Al Khalifa conversam após reunião no Bahrein durante visita diplomática ao Golfo.
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  • Marco Rubio afirmou haver avanços nas negociações entre Líbano e Israel, com boa probabilidade de compromisso entre os dois países, durante visita ao Bahrein.
  • As conversas, já na quinta rodada em Washington, discutem a criação de zonas piloto sob controle do Exército libanês e podem, a longo prazo, levar a um acordo de paz.
  • Autoridades libanesas começaram negociações diretas com Israel em abril, as primeiras em décadas, e os EUA defendem tratar o Líbano separadamente do Irã.
  • Rubio disse que um acordo com o Irã não deve ocorrer a qualquer preço, citando o risco de caos caso Teerã cobre pelo trânsito no Estreito de Ormuz.
  • Omã abriu um corredor marítimo temporário em coordenação com a ONU, em meio a incertezas na região provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel.

Avanços nas negociações

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que houve avanços nas negociações entre Líbano e Israel. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, durante visita ao Bahrein, parte de uma viagem pelo Golfo.

Rubio afirmou que há indecisão de ambas as partes, mas que o governo soberano do Líbano está buscando diálogo direto com Israel pela primeira vez em 30 anos. As negociações ocorrem em Washington.

Israel e Líbano participaram desta semana de uma quinta rodada de negociações, com objetivo de pavimentar um acordo de paz a longo prazo. O encontro termina hoje.

Entre os temas discutidos, está a possibilidade de zonas piloto sob controle do Exército libanês, conforme relatos de autoridades ligadas ao processo.

As negociações, iniciadas em abril com contactos diretos em Washington, envolvem EUA, como mediadores, e também o presidente libanês. Teerã é citado como parte envolvida no contexto regional.

Rubio destacou que qualquer acordo não pode comprometer a segurança, estabilidade ou prosperidade de parceiros na região do Golfo. A expectativa é manter rigidez com esse equilíbrio.

O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, mencionou incertezas na região, agravadas pela guerra envolvendo o Irã. Nesse contexto, Omã anunciou um corredor marítimo temporário em coordenação com a ONU.

Antes disso, o Irã e os EUA teriam assinado um protocolo para encerrar o conflito, com 60 dias de negociações, e uma reunião técnica com delegação iraniana está prevista para 29 ou 30 de junho, na Suíça.

Grupos encontrados no cenário regional permanecem em aberto. Críticas internas nos EUA aumentam diante de concessões vistas por parte de autoridades americanas para encerrar a guerra.

O Irã vem avaliando a cobrança de taxas de uso do Estreito de Ormuz, o que geraria impactos sobre o comércio global de hidrocarbonetos. As autoridades iranianas e a Guarda Revolucionária não descartam respostas a travessias não autorizadas.

Analistas ressaltam que, apesar dos avanços, as divergências sobre Ormuz e o programa nuclear seguem como entraves potenciais. A situação internacional continua volátil e de monitoramento constante.

*Com agências*

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