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Ryanair deixa de cobrar assento para famílias com crianças que viajem juntas

Ryanair altera política de assentos: famílias com crianças não pagarão pelo assento familiar; reserva automática após check-in, com possível alocação na traseira

Michael O'Leary, CEO de Ryanair.
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  • A Ryanair informou que não cobrará mais o “assento familiar obrigatório” para crianças de 2 a 11 anos que viajam com adultos, após a mudança de política anunciada hoje.
  • A nova regra permite que adultos que viajem com crianças recebam gratuitamente a atribuição de assentos após o check‑in; ainda há opção de pagar pela seleção de assentos para escolher posição no avião.
  • Quem não pagar pela reserva de assento geralmente será posicionada na parte traseira do avião, já que as fileiras da frente costumam esgotar primeiro.
  • A mudança ocorreu após a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) abrir investigação para verificar se o “assento familiar” violaria a lei de proteção ao consumidor.
  • O presidente-executivo, Michael O’Leary, criticou reguladores europeus, afirmando que estão errados e que a CMA impõe um padrão menos transparente e menos benéfico aos consumidores.

A Ryanair anunciou uma mudança em sua política de assentos para famílias com crianças. A medida elimina a cobrança pelo que antes era conhecido como “assento familiar obrigatório” para passageiros com menores de 12 anos que viajem juntos. A alteração vale para novas reservas a partir de hoje.

Segundo a empresa, adultos que viajam com crianças e não desejarem pagar pela seleção de assento terão seus lugares atribuídos gratuitamente após o check-in, como ocorre em várias companhias aéreas europeias. Mesmo sem a taxa, as famílias ainda podem optar por pagar pela escolha de assentos para garantir posições específicas no avião.

A mudança ocorreu após uma investigação do regulador britânico de concorrência sobre a prática de cobrar pela reserva do assento familiar. A CMA questionou se a cobrança era abusiva e se contrariava normas de proteção ao consumidor no Reino Unido.

CMA e desdobramentos

  • A CMA abriu o inquérito no início do mês para avaliar se a cobrança pode ter finalidade de restringir a mobilidade de famílias e se a prática é compatível com padrões do setor.

Ryanair alertou que, em casos de não pagamento do assento familiar, famílias podem ser posicionadas na parte traseira do avião, já que as fileiras da frente tendem a esgotar primeiro.

Posição do CEO e contexto regulatório

Michael O’Leary criticou a atuação regulatória britânica, afirmando que reguladores europeus não consideram adequadamente a prática de tarifas praticadas por terceiros e os custos operacionais impostos por ativos e serviços no setor. Ele disse que a empresa se adaptará às normas do setor, mas mantém a neutralidade em relação a questões de competição.

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