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Aeroporto de Caracas fecha por tempo indefinido após terremotos

Aeroporto Simón Bolívar fica fechado indefinidamente após dois terremotos de alta magnitude atingirem o norte da Venezuela, dificultando a logística de ajuda humanitária

Os tremores também deixaram mais de 4.000 feridos, segundo o governo venezuelano
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  • O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, foi fechado indefinidamente após dois terremotos de alta magnitude atingirem o norte da Venezuela na quarta-feira (24.jun.2026). A pista principal sofreu rachaduras graves e o terminal teve danos estruturais.
  • O balanço divulgado pelo governo, até sexta-feira (26.jun.2026), aponta 589 mortos e 2.980 feridos; a atualização anterior, de quinta-feira (25.jun.2026), era de 235 mortos.
  • Bairros como Los Palos Grandes, Altamira e Chacao registraram desabamentos, e dentro do aeroporto houve queda de painéis de teto, detritos e pânico entre passageiros e funcionários.
  • A plataforma de monitoramento de desaparecidos registra 60.926 pessoas, com 51.682 sem contato e 9.244 localizadas.
  • A reabertura do aeroporto não tem prazo e o fechamento complica a logística de ajuda humanitária e a operação de companhias aéreas que já haviam retomado voos para Caracas.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, Venezuela, está fechado por tempo indeterminado após dois terremotos de alta magnitude atingirem o país na quarta-feira, 24 de junho de 2026. A pista principal apresentava rachaduras graves e o terminal sofreu danos estruturais graves, segundo autoridades locais.

O balanço oficial divulgado pela vice-presidente interina Delcy Rodríguez, do PSUV, aponta 589 mortos e 2.980 feridos até o momento. A atualização foi anunciada durante balanço do governo veiculado pela TV estatal VTV nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026.

Bairros de Caracas, incluindo Los Palos Grandes, Altamira e Chacao, registraram colapsos de edificações conforme relatos da imprensa local. No terminal, imagens de câmeras e de telefones mostram desabamentos de teto, queda de detritos e pânico entre passageiros e funcionários.

Uma plataforma de monitoramento de desaparecidos registra mais de 60 mil pessoas. Cerca de 52 mil ainda não têm contato, e 9,2 mil já foram localizadas, segundo o site citado pela reportagem.

A reabertura de rotas aéreas permanece incerta. Avaliações de engenharia seguem em andamento e a logística de entrega de equipamentos pesados e insumos médicos ficou comprometida pela suspensão do aeroporto, agravando o apoio às vítimas.

Logística de ajuda humanitária

A comunidade internacional oferece assistência de países da Europa e da ONU, mas o fechamento de Maiquetía dificulta o abastecimento. Agência de ajuda avalia a necessidade de rotas alternativas para envio de suprimentos e equipes de resgate.

Panorama da aviação venezuelana

O fechamento ocorre em um momento de retomada do setor, após avanços com restrições financeiras diminuídas em 2024-2025. O Departamento do Tesouro dos EUA publicou licença para facilitar transações voltadas a ajuda humanitária, válida até 23 de outubro de 2026, sem desbloquear bens congelados.

Várias companhias haviam reatado voos para Caracas antes do abalo, entre elas American Airlines, Avianca, Copa Airlines e Turkish Airlines, com ganhos de frequência ou flexibilização de bilhetes. O impacto do fechamento ainda é avaliado pela indústria.

De acordo com o USGS, o primeiro tremor, magnitude 7,2, teve epicentro próximo a San Felipe, em Yaracuy, seguido por um segundo sismo de magnitude 7,5 de origem rasa, 39 segundos depois, que causou desabamentos significativos em Caracas e regiões vizinhas. O segundo abalo é considerado o maior registrado no país nos últimos 100 anos.

A Reuters aponta mobilização intensa de resgate para localizar sobreviventes em estruturas colapsadas, com equipes trabalhando em várias regiões do país. A situação permanece sob monitoramento das autoridades venezuelanas.

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