- Treze militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais partiram para a Venezuela para integrar a força-tarefa brasileira coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Agência Brasileira de Cooperação.
- Eles integram a equipe BRA-01, ao lado de bombeiros do Paraná e de São Paulo, especializada em operações internacionais de busca e salvamento urbano (USAR).
- O grupo leva experiência em grandes desastres no Brasil, como o desabamento de um lar de idosos em Belo Horizonte, Brumadinho e enchentes no Rio Grande do Sul.
- A missão ocorre após dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingirem a Venezuela, deixando regiões como La Guaira e Caracas em situação de emergência, com atuação prevista em salvamento, avaliação de danos e apoio a vítimas.
- Os bombeiros mineiros atuarão com autonomia operacional e logística, levando equipamentos de iluminação, comunicação, estabilização de estruturas e apoio a núcleos de resgate, em cooperação com autoridades venezuelanas e organismos internacionais.
Os 13 bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais que partiram nesta sexta-feira para a Venezuela chegam com experiência adquirida em grandes desastres recentes no Brasil. Eles já atuaram em resgates após incidentes graves em Belo Horizonte e em outras regiões.
Além disso, atuaram em Brumadinho, nas enchentes do Rio Grande do Sul e nas chuvas na Zona da Mata mineira. Em alguns casos, integraram a missão brasileira enviada à Turquia após o terremoto de 2023. Essa bagagem reforça a capacidade técnica da corporação.
Missão humanitária
O envio é coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da ABC, e integra a força BRA-01, composta por bombeiros do Paraná e de São Paulo. A venezuelana foi atingida por terremotos de alta magnitude recentemente, que deixaram áreas de emergência.
Os bombeiros mineiros integram o grupo para atuar em operações de busca e salvamento urbano. Estão preparados para atuar com autonomia, utilizando equipes, insumos e equipamentos especializados para estruturas colapsadas.
A atuação ocorre em conjunto com autoridades venezuelanas e organismos internacionais, seguindo protocolos diplomáticos e prioridades do país. A missão busca apoiar zonas devastadas e reduzir impactos sobre a população.
A equipe mineira pertence ao BEMAD, unidade especializada em ocorrências de grande complexidade. O grupo leva ferramentas para localização de vítimas, escoramento, cortes de concreto, extração e atendimento inicial.
Entre os recursos do lote estão iluminação, sistemas de comunicação, materiais de estabilização e equipamentos para áreas de difícil acesso. O planejamento prevê possível réplicas sísmicas e necessidade de permanência prolongada.
Além das buscas, os profissionais podem colaborar na avaliação de danos, no georreferenciamento e no planejamento das frentes de trabalho. O objetivo central é salvar vidas e apoiar comunidades afetadas.
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