- Poliana Póvoa, de 54 anos, começou a viajar sozinha após burnout e ficou em mochilão por mais de dez países em 2023.
- No Sri Lanka, ela alugou um tuk-tuk e fez aulas para dirigir sozinha, com um instrutor local acompanhando.
- Durante o percurso, o homem fez perguntas sobre vida íntima, elogiou a aparência, tocou o ombro sem consentimento e chegou a pedir beijo.
- A vítima registrou a ocorrência em delegacia local; o caso foi encaminhado como assédio sexual e o suspeito ficou detido naquele dia.
- Poliana divulgou o relato nas redes para alertar outras viajantes; pretende continuar a viagem pelo Sri Lanka e seguir para Indonésia e Nepal.
Poliana Póvoa, 54 anos, denunciou assédio durante viagem solo no Sri Lanka. O episódio ocorreu em maio, no trajeto de Colombo a Galle, quando ela alugou um tuk-tuk e contratou um instrutor local para aprender a dirigir. O homem fez perguntas invasivas, elogiou a aparência e tocou seu ombro sem consentimento, chegando a pedir beijo.
Ela pediu que o instrutor parasse de tocar e de fazer perguntas sobre vida pessoal. Mesmo assim, o queixo ficou duro: o motorista insistiu em se aproximar demais e houve a proposta de beijo na boca. Poliana decidiu denunciar o caso à polícia local.
A brasileira relatou o caso a partir de um relato compartilhado nas redes sociais, que já acumula mais de 1,5 milhão de visualizações. A situação foi registrada em delegacia próxima ao local do ocorrido, com apoio de moradores que ajudaram a conter o homem.
Antes do Sri Lanka, Poliana teve um burnout durante a pandemia, o que agravou dores crônicas e desencadeou depressão. Em 2023, ela tirou um ano sabático e viajou por mais de dez países, entre eles Tailândia, Camboja, Marrocos e Peru.
Ela retornou ao Brasil, recebeu aposentadoria por incapacidade permanente e retomou as viagens em dezembro de 2025. O Sri Lanka entrou no roteiro por proximidade com a Índia e relatos de outras viajantes solo de que o país é seguro e tranquilo para mulheres.
Ao chegar na ilha, Poliana alugou o tuk-tuk e fez aulas para conduzi-lo sozinha. O assédio começou no trajeto entre Colombo e Galle, com perguntas sobre casamento, namoros e vida sexual, seguidas de comentários sobre a sua boca e aparência.
Após o incidente, moradores ajudaram a deter o instrutor e policiais conduziram os dois à delegacia. O delegado afirmou que aquele tipo de comportamento não reflete o Sri Lanka. A denúncia por assédio foi formalizada com base no código penal local.
Poliana gravou parte do ocorrido e divulgou em redes sociais com o objetivo de alertar outras mulheres que viajam sozinhas, não de emitir uma visão negativa do país. Ela reforçou a importância de se posicionar diante de sinais de desconforto.
O caso ainda não teve mais desdobramentos divulgados pela polícia local. Segundo Poliana, o instrutor ficou detido naquele dia, mas não houve atualização sobre o andamento do processo após o retorno da brasileira a outros destinos da viagem.
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