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Ebola na RDC já provocou pelo menos 304 mortes

República Democrática do Congo soma 304 óbitos e 1.115 infectados; ONGs indicam subnotificação, com Ituri como epicentro da crise

Epidemia de ebola na República Democrática do Congo já causou ao menos 304 mortes
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  • Epidemia de ebola na República Democrática do Congo já causou 304 mortes e 1.115 infectados, segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública.
  • O epicentro fica em Ituri, próximo à fronteira com Sudão do Sul e Uganda; Bunia concentra 91,3% dos casos e 82,2% das mortes.
  • O vírus é da cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento; a OMS declarou alerta internacional e ensaios clínicos devem começar na próxima semana.
  • A epidemia já se espalhou para outras duas províncias da RDC e para Uganda, onde foram registradas 20 casos, sendo 2 fatais.
  • Na França houve registro de transmissão, em 24 de maio, de um médico congolês que trabalhava para a ONG Alima.

A epidemia de ebola na República Democrática do Congo segue em curso, com 304 mortes e 1.115 infecções. O balanço foi divulgado pelo Instituto Nacional de Ciências da Saúde Pública (INSP) do país.

O epicentro é Ituri, no nordeste, na fronteira com Sudão do Sul e Uganda. Bunia, capital da província, concentra 91,3% dos casos e 82,2% das mortes, em meio a forte fluxo populacional e violência na região.

O vírus atua pela cepa Bundibugyo, sem vacina ou tratamento específico. A OMS declarou alerta internacional e prevê início de ensaios clínicos na próxima semana.

Expansão regional e desdobramentos

A doença já atingiu duas outras províncias da RDC e chegou à Uganda, com 20 casos e 2 mortes registradas até o momento.

Quase todos os casos continuam em Bunia, mas a transmissão já chegou a áreas vizinhas, dificultando a resposta sanitária devido à insegurança e ao deslocamento de pessoas.

Na França, foi confirmado um caso de transmissão: um médico congoles que atuava para a ONG Alima, que esteve no epicentro e viajou para Paris. Ele permanece sob monitoramento.

O surto foi detectado tardiamente, o que ampliou a dimensão da epidemia. Organizações humanitárias ressaltam que os números oficiais podem subestimar a realidade no terreno.

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